A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 28/09/2023
dessa forma, os detentos, que já estão privados de liberdade, sem acesso à materiais literários são privados do seu direito à educação e, consequentemente, enfrentam dificuldades na sua reintegração social com dignidade.
Além disso, a baixa mobilização social também é uma precursora do problema. Segundo Jean Paul Satre, filósofo existencialista, todo e qualquer tipo de violência, independentemente da maneira como se manifesta, é sempre uma derrota. Dessa maneira, o precário envolvimento literário dos detentos pode ser considerado como uma derrota da sociedade em refutar a violação dos direitos inerentes ao cidadão brasileiro, já que não há preocupação e incentivo coletivo ao processo de integração social desses individuos . Sendo assim, os prisioneiros não contam com apoio da própria população para sua inclusão, tampouco sentem-se pertencentes ao corpo social após ou durante o cumprimento da pena.
Portanto, cabe ao governo promover alternativas para amenizar o impasse citado. Isso deve ser feito por meio de campanhas publicas de conscientização e doação de materiais literários, divulgadas em cartazes e panfletos nos centros públicos e em redes sociais, como Instagrm e Facebiik. Essa medida terá a finalidade de instruir a população sobre o impacto positivo da literatura na reintegração social e educacional dos detentos, bem como arrecadar livros para serem utilizados nas penitenciárias, findando com a negligência estatal e imobilização da sociedade. Somente assim, será possível que o Brasil alcance ordem e progresso.