A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 19/03/2024
Segundo o G1, apenas 20% dos presos conseguem exercer o seu direito de trabalho nos presídios.Essa problemática é um sinal de que as instituições governamentais são falhas na ressocialização dos detentos, proporcionando um encarceramento inefetivo e improdutivo pela falta de projetos sociais de reabilitação. A leitura, por exemplo, como meio e objeto de recuperação e reinserção pode ser um importante instrumento de mudança social.
Nesse cenário, sabendo que-segundo o G1-aproximadamente 70% das prisões brasileiras estão superlotadas, fica evidente a negligência estatal na qualidade de vida e projeção de programas de controle e ressocialização de detentos na sociedade. A falta de políticas públicas que vejam o preso como cidadão , carente, em sua esmagadora maioria, de acesso à educação e parte de uma minoria, coopera para o aumento da criminalidade. Como um pedido de socorro por igualdade e investimento, os encarcerados são reflexo de uma sociedade injusta e descriminante.
Outrossim, o descaso com as minorias encaminha jovens ao crime. Sem oportunidades e sem acesso à educação, muitos jovens são levados a cometer crimes. Como um pedido de socorro por igualdade e investimento, os encarcerados são reflexo de uma sociedade injusta e descriminante e exclui e puni sem entender os fatores históricos e sociais que levaram-nos a esse destino. Jovens e adolescentes de classe baixa geralmente estão entre a população com maior índice de analfabetização, não tendo visão de mundo que possa trazer perspectivas de assenção social e acesso a melhor qualidade de vida. A leitura, a escrita e o repertório cultural trás a transformação social urgente no Brasil.
Desse modo, o Estado, através de instituições de ensino, projetos de leitura, escrita e desenvolvimento social através da literatura, deve promover programas de ressocialização de detentos, como forma de engrenagem social para um país mais justo e seguro. A leitura pode promover a autocrítica por meio da reflexão das histórias, fazendo com que o cidadão tenha um olhar remissor sobre si mesmo. Assim, a sociedade caminhará para um horizonte mais solidário e inclusivo.