A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 17/05/2024
Aristóteles, polímata grego de grande relevância, afirmava que “A leitura é o caminho mais curto para o conhecimento”, isso é, a prática da leitura permite que o acesso as informações torne-se uma característica presente na vida do cidadão. Entretanto, tal prática não se faz habitual no corpo social brasileiro, principalmente, entre os detentos. Esses indivíduos privados de liberdade são grandes vítimas do descaso governamental e dos preconceitos enraízados na sociedade, o que, posteriormente, serão grandes fatores que intensificarão a dificuldade de se inserirem novamente no corpo social. Logo, medidas devem ser tomadas para facilitar o processo. Como exemplo, pode-se adotar o ato da leitura que permite grandes oportunidades aos indivíduos.
A princípio, é de grande importância destacar fatores que corroboram para a mazela. De acordo com Bauman, as instituições governamentais mantiveram sua essência mas perderam o mais importante: sua função social, visto que, por exemplo, a Secretaria Nacional de Políticas Penais, responsável pelo sistema carcerário, é ineficiente em sua atuação, dado que, não permite o preso passar pelo processo de ressocialização, excluindo-o da sociedade. Assim, esses sujeitos terão dificuldades maiores na garantia de seus direitos, entrada no mercado de trabalho e todas outras ações que permeiam o âmbito social.
Além disso, outro desafio enfrentado por tais cidadãos é o preconceito pela população. Esses Indivíduos são vistos, no senso comum, como incapazes e improdutivos, atrasando sua reintegração. Dado isso, a leitura faz um grande papel transformador nesses percursos. Com a prática de ler, maior conhecimento é adquirido e, também, maior capacitação desses, consequentemente, maior será sua valorização na comunidade.
Portanto, medidas devem ser tomadas para mudar o quadro vigente. É cabível ao Ministério da Educação - órgão responsável por promover a educação de qualidade no país - se juntar ao SENAPPEN e começar a promover maior acesso da literatura aos detentos por meio do investimento na aquisição de livros e espaços dedicados à ação. Juntamente, é de grande valia, promover sistemas de recompensas pela realização da prática. Assim, espera-se mudanças no atual cenário.