A literatura como meio de ressocialização de detentos
Enviada em 11/09/2024
A Constituição Federal de 1988 garante que é direito de todos o acesso educação. Analogamente, tal direito compreende também os detentos e, dessa forma, a literatura corresponde a uma ferramenta de ressocialização que deve ser colocada em prática devido às suas caracteristicas concientizadora e libertadora, que, por sua vez, cabe uma analise de tais elementos.
Em primeiro plano, é elementar citar o poder concientizador que a educação tem. Inegavelmente, nota-se o papel fundamental da escolaridade na formação do cidadão, uma vez que, ela abre portas a oportunidades profissionais, cria consciência crítica e prepara o indivíduo para as questões diárias. Nesse sentido, é válido relebrar Paulo Freire, o educador aponta que a educação deve ser universal e emancipatória para a criação de uma consciência crítica. Desse modo, é possível ver que tais benefícios devem ser aplicados aos detentos brasileiros para que suas trajetórias sejam mudadas para melhor, a fim de que quando eles sairem do sistema prisional encontrem boas oportunidades devido à literatura ali acessada. Assim o projeto de ressocialização dará um passo fundamental.
Ademais, é imprecindível destacar a libertação de estigmas que a educação promove. À luz disso, percebe-se que no senso comum há a idealização errônea de que detentos são pessoas incapazes de mudar, mas, isso ocorre porque a população não acredita no processo de ressocialização do sistema carcerário. Nessa toada, cabe citar Erving Goffman, o sociólogo aponta que a atribuição de esteriótipos sustenta e estigmatização social. Assim, elucida-se que fazer o uso da literatura educativa nos presídios, a fim de formar profissionais e cidadãos para a volta à sociedade, é de suma importância para erradicar o esteriótipo ultrapassado de que detentos são pessoas inferiores.
Portanto, medidas devem ser tomadas para aplicar a literatura como ferramenta de ressocialização de detentos. Sabendo disso, o Ministério da Educação, responsável pelas normas educacionais brasileiras, deve aplicar a literatura educativa no meio carcerário, por meio da inserção de professores e cursos, tanto profissionalizante quanto de ensino regular, em presídios, a fim de garantir a plena ressocialização dos detentos brasileiros.