A literatura como meio de ressocialização de detentos

Enviada em 16/10/2024

Manoel de Barros, poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma ‘’teologia do traste’’, cujo principal objetivo é dar valor a situações esquecidas e ignoradas. Analogamente, a literatura como meio de ressocialização de detentos é

uma ação necessária, mas esquecida e ignorada por muitos na sociedade. Com efeito, cabe analisar tanto a ampla gama de oportunidades para os presos quanto a lacuna educacional.

Em primeira análise, é imperioso pontuar que as oportunidades de mudança de vida são uma consequência da literatura nos presídios do país. Nesse viés, inúmeros detentos têm suas perspectivas de vida mudadas graças aos livros, e ao saírem da prisão sonham em conseguir fazer um futuro melhor para si através da educação. Nesse sentido, é notável como a literatura é capaz de trazer esperança e mudança no cotidiano das pessoas que são mal vistas na sociedade.

Ademais, a lacuna educacional existente na detenção é outro fator importante a ser discutido. Sob essa perspectiva, Immanuel Kant dizia que ‘‘o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele’’, o filósofo deixa evidente como uma boa educação pode formar o caráter de um ser, isso não têm se reverberado no país, pois poucas são as prisões que contém materiais de leitura e esse recurso ainda é escasso no Brasil. Desse modo, a escassez de bibliotecas nas penitenciárias obstaculiza no auxílio da ressocialização dos detentos brasileiros.

Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias. Destarte, cabe ao Governo Federal, órgão responsável pelo bem-estar social, por meio do poder legislativo, criar projetos de leis que garanta a todos os presídios o pleno acesso a livrarias para ajudar esses indivíduos na ressocialização, a fim de que esse público consiga fazer o uso desse material educativo e desfrutem do poder da leitura. Assim, será colocada em prática a tese de Manoel de Barros.