A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 12/10/2025
O filme Feios retrata a pressão social e a busca por um padrão estético, simbolizado por corpos idealizados e moldados por cirurgias plásticas. Fora da ficção, a manipulação de imagem nas redes sociais representa um desafio complexo, prejudicando principalmente a saúde mental. Nesse cenário, esse processo é agravado tanto pela cultura da ilusão de perfeição quanto pela vulnerabilidade da identidade na modernidade contemporânea.
Percebe-se, de inicio, que essa imagem estigmatizada atua como catalisador dos problemas de saúde mental. Segundo a analogia do Mito da Caverna, do filosofo Platão, os prisioneiros acorrentados acreditam que as sombras projetadas nas paredes são a única realidade, descartando a possibilidade do mundo real. De modo análogo, a elevada exposição diária à filtros, edições e superficialidades, criam a sombra ilusória em busca de realidades inexistentes por quem a consome. Logo, a constante comparação com padrões irreais, cria uma sensação de imponência, proporcionando a ansiedade e depressão.
Além disso, o cenário é agravado pela instabilidade identitária da contemporaneidade. De acordo com o sociólogo Zygumunt Bauman, em seu livro “Modernidade Liquida”, as relações e as pessoas são efêmeras e superficiais, fragilizando o molde do individuo. Nesse contexto, a busca continua em reconhecimento e aceitação na mídia social, cria a necessidade de dependência emocional, gerando um ciclo vicioso de validação externa. Assim, a ausência de engajamento é considerada um fracasso de identidade, resultando em depressão, baixa autoestima e prejuízos psicológicos.
Portanto, é imprescindível que as plataformas digitais, com o apoio do Governo Federal e da mídia, promovam campanhas educativas e de conscientização sobre a saúde mental e a imagem corporal. Tais ações devem ser implementadas por meio de vídeos curtos nas próprias redes, sendo obrigatórias e desenvolvidas por psicólogos, a fim de desmitificar a perfeição e oferecer apoio emocional aos usuários mais fragilizados, reduzindo, assim, a vulnerabilidade identitária e a ilusão propagada, e promovendo um ambiente virtual mais saudável e responsável.