A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 14/10/2025
No filme “A Substância”, a protagonista recorre a um experimento químico para recuperar a juventude, causando a sua deterioração mental - isso demonstra a pressão atual imposta pela sociedade para manter uma aparência idealizada. Nesse contexto, na contemporaneidade, observa-se o mesmo cenário da obra, as comparações constantes feitas nas redes sociais estimulam essa idealização da imagem perfeita, provocando a manipulação de fotos pelos usuários para alcançar a “perfeição”. Dessa forma, é imprescindível implementar medidas públicas efetivas para garantir o bem-estar mental dos usuários das mídias.
Em primeira análise, é importante ressaltar a influência negativa das redes sociais na mentalidade da população, causando a necessidade de pertencimento e aceitação. Sob essa ótica, salienta-se o conceito de “sociedade do espetáculo”, criado pelo filósofo Guy Debord, compreende-se que para alcançar essa aceitação e nível de perfeição esperada pelas massas, os indivíduos transformaram a exposição das suas vidas pessoais nas mídias em um grande espetáculo. Desse modo, moldam não apenas a imagem de uma foto conforme o gosto do público, mas a rotina, os gostos pessoais e a vida por completo.
Outrossim, essa pressão social que impõe padrões estéticos de beleza contribui para o aumento de cirurgias plásticas e, atualmente, essa esfera estética está crescente entre os adolescentes, que nem possuem o corpo completamente formado. Seguindo essa linha de raciocínio, segundo pesquisa exposta na Capricho em 2023, o Brasil é líder em cirurgias plásticas e grande parte do público alvo são os adolescentes. Portanto, é evidente a massificação de um padrão de beleza nas mídias, manipulando as ações de jovens sedentos por aceitação popular.
Diante dos fatos expostos, para proporcionar o bem-estar mental na sociedade, cabe ao Ministério da Educação - responsável por organizar e supervisionar a educação no país - em parceria com o Ministério das Comunicações, criarem campanhas em praças públicas educativas, explicando a importância de aceitar tipos de belezas diferentes, sem seguir padrões - por meio de palestras com psicólogos e educadores. Assim sendo, será possível obter uma população consciente da beleza individual e protegida contra a pressão estética midiática.