A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 15/08/2026
A Constituição Federal estabelece que à saúde é um direito de todos e dever do Estado, esse princípio inclui à saúde mental. Todavia, essa realidade é distorcida, visto que é muito comum a manipulação de imagem nas redes sociais, ocasionando malefícios à saúde mental da população. Assim, convém analisar a idealização de padrões de vida e beleza, bem como a busca por validação social, como causadores desse problema.
Precipuamente, destaca-se que a exposição constante a imagens manipuladas cria padrões irreais de beleza e estilo de vida, levando o indivíduo a comparar sua realidade imperfeita com uma realidade digitalmente construída. Diante disso, o documentário “O Dilema das Redes” mostra dados reais de como a manipulação de fotos por filtros gerou um aumento drástico de depressão e ansiedade em jovens que não aceitam seus rostos reais. Tal máxima aponta para a intensificação da insatisfação com a própria aparência, decorrente da comparação com padrões disseminados nas redes sociais.
Além disso, a busca por validação social incentiva a manutenção de uma aparência virtual perfeita, prejudicando a autoestima. Neste contexto, é perceptível que a manipulação não se restringe à aparência física, mas também a própria realidade apresentada. Dessa forma, embora muitos perfis propaguem padrões idealizados, uma pessoa que segue uma jornada de trabalho tipicamente brasileira, por exemplo, dificilmente conseguirá reproduzir a rotina de uma figura pública. Consequentemente, a necessidade de aprovação virtual pode levar os indivíduos a distanciarem-se de sua própria realidade, intensificando a insatisfação pessoal.
Assim sendo, é necessário mitigar essa situação. Para isso, o Ministério da Saúde deve promover campanhas de conscientização, por meio das redes sociais, escolas e meios de comunicação, a fim de alertar a população acerca dos efeitos da comparação com imagens manipuladas e incentivar o uso crítico dessas plataformas. Dessa maneira, será possível reduzir os impactos da idealização virtual sobre a autoestima e garantir, efetivamente, o direito à saúde previsto na Constituição Federal.