A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 12/09/2026
A cegueira dos vícios digitais.
A obra “A Geração Ansiosa”, de Jonathan Haidt, relata que “o algoritmo descobriu nossa maior fraqueza: a necessidade humana de pertencimento”. Assim, os avanços tecnológicos nas mídias digitais impactam, de forma acentuada, a saúde mental de jovens no Brasil. Logo, fomenta no vício e no cyberbullying entre os menores de idade.
Nesse prisma, o exagero nas telas sem controle moderado agrava o bem-estar das crianças. Diante disso, a série “Gossip Girl” narra a vida de adolescentes que se movimentam em torno de um site de notícias, na qual esses jovens possuem anseio pelas postagens e dependem dele diariamente para alimentar seu vício. Destarte, a intensa conectividade culmina na dependência e, posteriormente, no vício que prejudica o público infanto-juvenil em massa.
Ademais, a violência psicológica nem sempre é de forma presencial. Desse modo, o bullying que gera-se nas escolas é transmitido por aparelhos eletrônicos e vivenciados por alunos não somente nas escolas, mas também em casa. Neste sentido, o refúgio de muitos estudantes se torna um ambiente de perseguição, onde esses indivíduos não encontram paz perante o cyberbullying propagado em discursos de ódio, acarretando na saúde mental desses brasileiros.
Sob esse viés, o escritor Jonathan Haidt faz um apelo ao dizer que “vendemos certezas e consumimos dúvidas”. Assim, nem sempre o que se posta é o que se vive, disfarçando imperfeições que são comuns aos nossos olhos, mas que, no momento em que são postadas, são escondidas por filtros e efeitos. Portanto, o vício e o cyberbullying gerados a partir das telas influenciam a visão de mundo dos jovens, cada vez mais presos as redes sociais.