A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 25/09/2020

No ano de 2019, a cantora Madonna afirmou que o Instagram seria uma rede social voltada especialmente para fazer os indivíduos se sentirem insatisfeitos consigo. A fala da personalidade reflete a realidade de diversos usuários desses meios, constantemente oprimidos por padrões, usualmente inatingíveis, impostos em tais espaços. Dessa forma, observa-se uma influência negativa das redes sociais no que tange à aceitação individual, levando à manipulação da imagem e repúdio à características individuais.

Faz-se importante analisar, de forma primordial, o documentário “O Dilema das Redes”, veiculado na plataforma de streaming Netflix, em que uma jovem de 11 anos passa a manipular suas imagens, com uso de efeitos, para aumentar a aprovação e diminuir comentários negativos relativos à aspectos considerados insatisfatórios em seu corpo. Nesse sentido, é possível perceber os impactos maléficos das redes sociais na vida de seus usuários, pois há uma diminuição da aceitação de características próprias, bem como aumento da aversão a si, desde idades reduzidas, potencializando distúrbios corporais a longo prazo, bem como a manutenção da prática.

Ademais, tal situação pode ser comprovada a partir do estudo realizado pela Royal Society for Public Health, responsável por identificar que cerca de 90% das jovens usuárias do Instagram sentem-se inseguras com suas características em razão do uso da plataforma. Isto é, as comparações propiciadas pela rede social provocam nessas pessoas o sentimento de insatisfação com a autoimagem, motivando-as a manipularem suas fotos, possibilitando assim o encaixe dentro de um padrão, comportamento extremamente prejudicial para a saúde mental de tais.

Dessarte, tornam-se evidentes os malefícios ocasionados pelas redes sociais, no que tange à saúde mental de seus usuários, à curto e longo prazo, em decorrência da insatisfação pessoal e da manipulação da imagem. Portanto, faz-se necessária ação das escolas, na promoção de campanhas acerca da aceitação de si mesmo, por meio de discussões acerca do tema, como palestras com psicólogos e rodas de conversa, além de atividades lúdicas relacionadas, com o objetivo de promover o contentamento para com autoimagem, tornando as redes sociais espaços menos nocivos e contribuindo para a melhora das condições psicológicas da população.