A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 02/10/2020

A terceira Revolução Industrial no século XX mudou radicalmente o convívio social, além de conectar o mundo por meio da rede de computadores. No entanto, embora seja de suma importância essa conexão e divulgação de ideias, a preocupação na exposição se tornou um problema. Sob essa ótica, o estereótipo estabelecido nas redes sociais, bem como a propagação de imagens que não mostram a realidade são fatores preponderantes para o desequilíbrio mental do agrupamento civil.

Em primeira instância, é fundamental ressaltar que a estereotipização no meio virtual tem causado prejuízos para os usuários. Exemplo disso foi o fato ocorrido em São Paulo, segundo o jornal Extra, em 2015, uma mulher morre após se submeter a fazer uma dieta restritiva, sem acompanhamento médico e nutricional, vista na internet. Percebe-se, nesse viés, a falta de senso crítico diante de publicações que estabelecem a busca pelo corpo perfeito, independente da forma na qual se deve alcançá-lo. Tendo em vista que os meios de comunicação estabelecem padrões que precisam ser seguidos para ser aceito socialmente. Por conseguinte, quando não se alcança tais exigências os indivíduos ficam ansiosos, depressivos e suscetíveis a qualquer proposta, a fim de atingir.

Ademais, convém frisar ainda que, devido os padrões propostos, as pessoas manipulam suas imagens nas redes sociais e costumam passar uma realidade fictícia. De acordo com o filósofo Pierre Lévy, o mundo virtual influencia no comportamento do indivíduo. Torna-se evidente, a partir desse pressuposto, que os cidadãos têm se preocupado cada vez mais com qual é a visão que os outros terão quando olharem fotos em bons restaurantes, com carros de luxo, postagens com efeitos para retirar manchas e mudar textura ou cor do cabelo, tudo isso longe da realidade diária. Consequentemente, os usuários perdem o senso crítico e começam a comparar sua vida com as diversas publicações ilusórias, logo, ficam tristes, consumistas e impacientes por nunca se satisfazerem.

Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver esses impasses e tornar a conexão um processo harmônico. Em vista disso, cabe ao Ministério da Educação, em consonância com o Governo, investir em políticas públicas escolares, que visam à melhoria na educação virtual, melhorando o poder crítico dos discentes, por meio de disciplinas curriculares, palestras e debates em grupos que retratam a importância das diferenças e que não é necessário seguir os padrões em séries que a internet divulga. Assim, a sociedade futura não terá os mesmo problemas que a atual e haverá equilíbrio mental diante das exposições.