A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 26/09/2020
Segundo a biologia, o hormônio da alegria pode ser estimulado de diversas maneiras. Por conseguinte, as redes sociais passaram a estimula-lo nas pessoas através de um único toque no celular: os “likes”. No entanto, o impacto que a nova forma de sentir prazer causa na sociedade é avassalador, uma vez que a super valorização da imagem pública e o poderio por se ter um grande numero podem trazer diversos problemas. Na verdade, o prazer pela popularidade pode se tornar uma grande dor.
Em primeiro lugar, é válido destacar que a ganância pela aprovação pública , nas postagens do Instagram ou Facebook, por exemplo, é um fator muito problemático. Em um documentário - “O dilema das redes” - da “Netflix”, faz-se apelo aos impactos causados pelas redes sociais na sociedade, tornando público o preocupante número de suicídios de jovens e pré-adolescentes, que cresceu gradativamente na última década em decorrência da rejeição social. Consequentemente, pode-se afirmar que a saúde mental da sociedade está sendo gravemente ferida, uma vez que o simples prazer por se sentir popular pode acarretar um vício e uma dependência. De fato, são as drogas da nova geração.
Nesse contexto, pode-se ressaltar os malefícios gerados pela necessidade de um número enxuto de seguidores ou pela fama e popularidade. Em 2019, o Instagram baniu o número de “likes” da plataforma e tornou-o privado ao usuário, para que apenas um número não interferisse na vida ou saúde de milhares de pessoas, o que afirma a dependência social por este pequeno gesto. Contudo, a onda de novos aplicativos, como “TikTok”, pode levar as pessoas a fazerem o que for preciso para ganharem novos seguidores ou para atingir um público maior. Assim, o risco ao deixar com que crianças e pré-adolescentes tornem-se vítimas da manipulação de imagem nas mídias sociais é absurdamente alto.
Tendo em vista, portanto, a abrangência dos impactos das redes sociais da sociedade, faz-se necessário que o Ministério da Mulher Família e Direitos Humanos, juntamente ao Ministério da Educação, conscientize a população - tanto jovem quanto adulta - sobre os riscos do uso das redes sociais, através de campanhas que levem palestrantes às escolas ou disponibilizem vídeos nas próprias plataformas da mídia social, para que, assim, possamos desfrutar de uma sociedade onde o maior valor não está em um filtro de uma foto ou em uma biografia digitada, mas na convivência e harmonia com outras pessoas.