A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 29/09/2020

A declaração universal dos direitos humanos, de 1948, defende a manutenção de respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente, o contrário quanto à questão da manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da má influência midiática e do receio de denunciar, como dizia Kant " O indivíduo deve agir segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal “.

Além disso, a manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra " Modernidade Líquida “, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão da manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental funciona como um forte empecilho para sua resolução.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o MEC (ministério de educação) juntamente com o Ministério da Cultura, devem desenvolver palestras em escolas para alunos do ensino médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser feitas por conferência pela web nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental e atingir um público maior. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais otimista para a diferença, pois, como constatou Hannah Arendt : " A pluralidade é a lei da terra “.