A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 29/09/2020
Felicidade. Prazer. Perfeição. Imagem. Instagram. Observa-se, atualmente, uma necessidade compulsiva no corpo social de ser feliz o tempo todo e de viver em um mundo de aparências nas redes sociais. Dessa maneira, como o indivíduo se vê e como os outros o observam definem a liquidez da sociedade moderna que está ficando doente devido a comparações e a busca de aceitação, urgindo medidas de prevenção.
Nessa perspectiva, Sigmund Freud dizia que a felicidade era a realização de um desejo pré-histórico da infância. Sendo assim, criou-se a crença de que para suprir esse anseio de ser feliz, a pessoa precisa parecer feliz. Logo, o sinônimo de bem-estar passou a ser ligado à imagem manipulada nas mídias digitais que tornou-se um fator preocupante e frequente, visto o uso excessivo de filtros em aplicativos como o Instagram que simulam padrões de beleza existentes, superestimação da realidade e comparações, trazendo malefícios à saúde mental da comunidade virtual.
Seguindo a análise, a relação do ser humano com ele mesmo e com as outras pessoas nas redes sociais sofreu distorções. Zigmunt Bauman já dizia que na era da informação, a invisibilidade era vista como morte, percebendo então que a contemporaneidade é líquida. No entanto, devido a homogeneidade que tem se propagado nesses espaços coletivos, a visibilidade modificada tem se tornado assídua e a sua falta no que a torna diferente tem se tornado comum, consequentemente, as relações pessoais e sociais tem sido negligenciadas, além de distúrbios de ansiedade e doenças como a depressão estarem presentes.
Percebe-se a necessidade de medidas preventivas de saúde. Para isso, é importante que o Governo por intermédio do Ministério da Educação promova atividades educativas nas escolas com psicólogos para que seja estimulado na comunidade a autonomia, o colaborativismo e a melhora da autoestima. Ainda, em parceria com o Ministério da Saúde promova ações que visam o tratamento da ansiedade e depressão. Assim, a sociedade moderna impulsionará o bem-estar que está ligado a qualidade de vida.