A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 30/09/2020
Thomas More, através do livro “Utopia”, traz a tona a realidade de uma ilha fictícia onde não havia qualquer tipo de problema e beirava a perfeição. Hodiernamente, o Brasil se mostra distante da idealização de Thomas More, principalmente quanto a influência de mecanismos de manipulação de imagem na sociedade. Portanto, deve se analisar tanto a influência mercadológica, quanto a intensa depreciação pessoal como fatores que rodeiam esse cenário fatídico.
A princípio, cabe salientar que os padrões estéticos estipulados atendem as demandas e necessidades do mercado. Tal pensamento faz analogia a ideia de cultura de massas, a qual perfaz a noção de que a produção cultural tem o intuito de atender as necessidades de uma industrial capitalista. Logo, pode se trazer à luz ao pensamento crítico de que a manipulação da imagem na mídia e como consequência a superestimação pessoal, é uma forma de influenciar os indivíduos a gastarem com procedimentos estéticos atendendo o mercado da beleza.
Ademais, é imprescindível considerar a correlação entre a influência negativa dos filtros e “photoshop” na autoestima daqueles que se mostram distante do exposto e o advento da depressão no indivíduo. A partir dessa conjuntura deve ser analisado a depressão, doença considerada o mal do século, caracterizada por um desequilíbrio de neurotransmissores no cérebro como uma das consequências psicológicas de uma superestimação individual. Logo, deve se analisar que a saúde mental pode ser altamente danificada por uma exagerada idealização estética.
Urge, portanto, necessidade de mudança desse cenário nefasto. Para atingir a plenitude nesse âmbito, cabe ao Ministério da Saúde, através de francas propagandas televisivas, alertar sobre os danos decorrentes de uma cobrança estética com o intuito de conscientizar a população e futuramente desmoralizar a utilização de mecanismos que alterem a imagem e fortificam a idealização de um padrão estético. Quem sabe assim, a intensa manipulação de imagens pare de ser uma problematica na sociedade brasileira.