A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 25/10/2020

A maximização do belo e do perfeito , propagado pelas mídias, bem como os filtros de embelezamento que modificam a imagem real dos usuários, ganham cada vez mais adeptos, isso porque a comunidade virtual dissemina o estigma de que tudo é perfeito e, dessa forma, gera uma competição em impressionar nas redes sociais. Toda essa disputa virtual, pode ser a causa de sérios problemas de saúde mental, como: ansiedade, síndrome da decepção continuada  e depressão e isso se deve a falta de acompanhamento dos pais e a atração dos aplicativos criados.

Em primeiro lugar, merece atenção estes efeitos psicológicos da vida digital que superestimam a imagem e podem desencadear, ansiedade, depressão e a chamada de síndrome da decepção continuada – é quando não mais me reconheço como sou, minha imagem real não agrada e só consigo aceitar a imagem distorcida e perfeita aprovada pela sociedade.

O psicólogo Roberto Alves Banaco, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia e professor do mestrado profissional em análise do comportamento aplicada do instituto Paradigma, explicou as causas desse comportamento de parte importante das jovens através de dois fenômenos. O primeiro trata-se de um comportamento cultural que é o de se seguir aquele que considera-se o bem-sucedido: todo mundo vai querer seguir, imitar ou se relacionar de alguma forma com essa pessoa, e outra é que a maioria não posta os momentos ruins de sua rotina, apenas os bons, e por isso suas vidas parecem perfeitas, gerando dessa forma, uma competição.

Se o mal uso das redes sociais pode causar algum malefício para a saúde, a maior exposição a elas amplifica tais perigos, para o psicólogo, o problema é que os pais abrem mão muito cedo de sua paternagem, isto é, das funções de ser pai ou mãe, A educação não acaba porque a criança está se tornando um adulto. A educação continua com uma série de habilidades e reflexões que ela vai desenvolver na vida, especialmente as afetivas.“A educação não acaba porque a criança está se tornando um adulto. A educação continua com uma série de habilidades e reflexões que ela vai desenvolver na vida, especialmente as afetivas. Os pais têm que estar muito mais presentes na educação dos filhos até o fim da vida”, argumentou o psicólogo. Ele ainda acredita que os pais não dão a atenção suficiente que o problema exige. A solução, para ele, não é fácil: “Temos de lidar de forma social, aplicando grandes esforços: levantar o debate sobre a questão e desenvolver pesquisas científicas que ajudem a compreender como acabar com essa competição maluca”. E claro: ouvir as meninas. Por que, se continuarmos surdos a elas no debate, permaneceremos longe da solução.

Ademais, as plataformas que lideram o interesse no mundo WhatsApp, Instagram, Facebook, Twitter, Snapchat ou Youtube são algumas.