A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 06/10/2020
Na Grécia Antiga, revigorava o ideal de “ corpo são, mente sã”, representando a valorização do equilíbrio entre parte física e intelecto. Hodiernamente, pessoas em busca de serem aceitas no padrão de beleza imposto pela sociedade, acabam se escondendo por trás das mídias.
Em primeira análise, cabe apontar que a maioria das redes sociais trabalham com a imagem corporal. Sendo assim, elas disseminam um padrão de beleza com corpos magros, tonificados e peles perfeitas; mas, partes normais do físico do corpo humano, como: estrias, espinhas, celulites e rugas se tornam anormais. Dessa forma, os adolescentes - especialmente meninas- por medo da rejeição buscam modificar suas fotos por meio de “photoshop” e usam filtros para o rosto como uma máscara para esconder suas imperfeiçoes.
Outrossim, é importante ressaltar a forma como a mídia influencia e acaba por agravar a insatisfação corporal. Segundo uma pesquisa realizada pela Royal Society for Public Health - instituição de saúde pública do Reino Unido -, as taxas de depressão e ansiedade entre jovens de 14 a 24 anos usuários de redes sociais aumentaram 70% nos últimos 25 anos. Diante disso, é nítido que a internet é prejudicial para a saúde mental, assim, pode causar transtornos que muitas vezes podem levar ao suicido.
Em suma, torna-se evidente que a mídia pode gerar malefícios a saúde mental. Neste sentido, com intuito de reverter essa problemática é necessário que por meios midiáticos, os influenciadores de diversas plataformas, mostrem a diferença entre as publicações e a realidade, para esclarecer quem nem todos os corpos perfeitos da internet são reais. Como resultado, o padrão de beleza vai ser desconstruído e a sociedade vai começara a se aceitarem.