A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 30/11/2020

Na mitologia grega, Narciso era um jovem com extraordinária beleza, porém egocêntrico e orgulhoso, por isso os deuses o amaldiçoaram, essa maldição fez ele viver em função da própria imagem até à morte. O mito é uma ilustração de que o culto exacerbado da imagem é um perigo ao homem. Atualmente, essa paixão doentia pela autoimagem é cultivada pelas redes sociais, acarreta-se efeitos nocivos à saúde mental, tais quais: distúrbios de imagem e aversão à identidade cultural. Dessa forma, torna-se imperioso à atuação de medidas das sociais e virtuais pra dirimir tais sequelas.

A priori, nota-se que a cultura da “selfie” desencadeou em forte impacto para psique dos usuários da internet, o qual a imagem é valorizada, excessivamente, pelas relações sociais. E, por essa razão, as pessoas utilizam os filtros de fotografia a fim de se enquadra desse padrão digital. À título de ilustração, na “Alegoria da Caverna”, de Platão, filósofo grego, numa caverna havia um fogo que produzia sombras ilusórias do real, que impedia os homens de sair dela, aquela sombra representa o mundo sensível é aquele marcado pela ilusão e falsidade dos corpos, sendo apenas “cópias” imperfeitas da realidade. Esse ambiente de aparências é disseminado pelas redes de comunicação, que acabam influenciando no surgimento de ansiedade e de dismorfia corporal. Logo, percebe-se como a modificação das fotos são ilusões existenciais, que resultam em fortes abalos psicológicos.

Além desse malefício, os programas de efeito proporciona aos indivíduos experimentarem várias versões de si mesmo. No entanto, tal manipulação, de fato, estimulam à aparição de crises de identidade como, por exemplo, desprezo às próprias características étnicas raciais, mas também baixa autoestima. Ademais, sociedade virtual começa adotar o uso de cirurgias plásticas para se assemelhar às “selfies”. Segundo, a Academia Americana de Cirurgia Plástica e Reconstrução Facial, houve um acréscimo de 72% de cirurgias, com intuito de ficarem bem em fotos, tais quais: rinoplastia e, por fim, harmonização facial. Portanto, constata-se um aumento de cirurgias faciais na comunidade digital com intuito buscar ao satisfação pessoal, sendo deixado de lado a identidade e a autenticidade.

Enfim, é preciso políticas privadas e públicas para mitigar implicações negativas à salubridade mental da sociedade. Com propósito de melhora autoestima dos usuários, caba as empresas privadas desenvolveram uma campanha nas redes sociais, que incentivem a diversidade corporal, por meio de debates com formadores de opinião. Outrossim, a fim de informar ao público sobre os perigos da manipulação da imagem, o Poder Público com parceria da Secretária de Saúde ofereceria apoio psicológico com assistência gratuita, a partir de consultas de auxílio às pessoas com crises de identidade, para que haja bem-estar psíquico social. Assim, o mito do Narciso não afligirá os cidadãos.