A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 02/10/2020

Desde os últimos anos as redes sociais têm permitido a criação e popularização de filtros que visam melhorar a imagem visual do usuário que, muitas vezes, não se sente bem com a própria aparência. A ideia parece boa, mas trazendo à realidade as consequências à saúde mental dos internautas são incontáveis. Filtros com cirurgias plásticas, maquiagens e peles macias apenas auxiliam no desenvolvimento de um padrão de beleza inatingível que foge da realidade da grande maioria dos usuários. A problemática em análise precisa ser revertida com uma maior conscientização a respeito do uso destes efeitos e com uma maior representatividade das diferentes belezas existentes pois, caso contrário, os prejuízos à saúde mental dos usuários e o desenvolvimento da baixa autoestima continuarão em constante crescimento.

Em primeira instância, destaca-se a maior necessidade falsa e incoerente da vida digital: estar belo o tempo todo. O ideal perfeito apenas deixa escancarada a beleza falsa, pois a realidade difere e muito daquilo que é publicado nas redes. Segundo a plataforma TechTudo, visando reverter a situação e dar ao usuário uma experiência positiva, a Spark AR — responsável pela aprovação de filtros para o Instagram — decidiu proibir a utilização de efeitos de cirurgias plásticas; medidas como esta contribuem para o impacto positivo da nova tecnologia e auxiliam na melhoria da saúde mental dos usuários que não se veem representados com os efeitos.

Convém lembrar que, na sociedade em que a beleza vale mais do que o caráter, a falta de representatividade prejudica no despertar da obtenção de consciência a respeito das mais diversas belezas e dos mais diversificados corpos. Em sua música “Born This Way”, a cantora Lady Gaga diz não haver nada de errado em amar quem você é; cifras como essa auxiliam na valorização da beleza natural e batem de frente com a constante fuga do “ser real” enfrentada pelos usuários da internet. Não há como negar que os efeitos são divertidos, mas é importante que limites sejam estabelecidos e que essas inovações busquem valorizar a verdadeira realidade, evitando as excessivas e desnecessárias manipulações.

Por conclusão, urge que medidas sejam tomadas em prol da saúde mental dos internautas. Uma conscientização realizada pelos veículos de comunicação e redes sociais faz-se primordial para a utilização desses filtros, e cabe aos mesmos a criação de projetos que visem maior representatividade, fugindo dos ideais estéticos impostos na contemporaneidade e que estão sempre em primeiro lugar no feed de postagens. Somente dessa maneira os usuários se encontrarão confortáveis e os filtros se tornarão seguros e verdadeiramente agradáveis.