A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 03/11/2020
A série ‘’Emily in Paris’’ aborda a vida de uma norte-americana na França. Em meio a isso, Emily trabalha com moda e divide seu dia a dia com milhares de seguidores nas redes sociais, mostrando compras e recomendando locais e objetos. Embora tal narrativa seja ficcional, a situação não se destoa da realidade do Brasil, visto que as influencers digitais têm ocupado um espaço maior na vida dos brasileiros. Por sua vez, é possível destacar que a demanda do corpo perfeito afeta a sanidade mental. A primórdio, é importante ressaltar que tem se realizado muitos procedimentos estéticos. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil é o país com o maior número de cirurgias plásticas do mundo. Nesse sentido, entende-se que muitos indivíduos são influenciados a mexerem em seus corpos por estarem fora do padrão. Sob esse viés, é notório que essa rejeição ocorre devido as influencers realizarem cirurgias e exporem uma imagem irreal nas redes, e assim induzem os seguidores a buscar a perfeição. Sendo assim, é preciso que o Estado limite publicações prejudiciais.
Outrossim, convém mencionar que a manipulação de fotos causa danos à saúde mental. Nesse contexto, com a influência de procedimentos estéticos, fotos editadas e filtros que modificam os rostos, os cidadãos podem desenvolverem problemas, como transtorno de imagem, ansiedade ou depressão. Paralelamente, o filósofo Thomas Hobbes declara que é dever do Governo garantir o bem-estar da população. Dessa forma, é necessário que o Poder Executivo crie campanhas e alerte a comunidade.
Portanto, é mister que o Poder Estatal tome providências capazes de atenuar a manipulação de imagem. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério de Educação e Cultura (MEC), em parceria com as instituições de ensino, criar eventos informativos sobre a relevância da autoaceitação e de cuidar da saúde mental, com profissionais da área para administrar o debate, por meio de verbas da União, com o fito de estimular o amor próprio. Dessarte, espera-se, com essa medida, que o corpo social se aceite mais e que casos como de Emily fiquem apenas na ficção.