A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 04/12/2020
Pawel Kuczynski, ilustrador e desenhista polonês, mostra em suas obras um meio social injusto, falido e com valores distorcidos. De maneira análoga às intenções artísticas do polaco, a manipulação de imagens nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental das pessoas é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Isso, tanto pela tentativa de imposição do que deve ser esteticamente aceito ou ainda, pelo surgimento de anomalias estruturais no ambiente virtual.
Em primeira análise, é essencial destacar que os deslimites na exposição pessoal em aplicativos como Facebook, Instagram, entre outros, são característicos da busca por aceitação social. De modo que muitos brasileiros não medem esforços para se enquadrar nos padrões de beleza, de estilo de vida e consumo amplamente difundidos nessas redes, o que nem sempre conseguem alcançar, podendo gerar frustração e até mesmo depressao. Sendo que, conforme demonstram dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil é líder do ranking mundial da ansiedade e também, ocupa o primeiro lugar nos índices de depressão da América Latina. Fato esse, que corrobora a urgência de modificar esse hábito prejudicial à saúde emocional dos componentes da nação.
Destarte, tem-se a necessidade de combater essa padronização na esfera cybernética. Visto que, pode culminar em um Estado de Anomia, que segundo Durkheim, é um desvio das leis naturais. Desse modo, ocorre o aparecimento de patologias sociais, tal qual as doenças mentais supracitadas. Ademais, é importante haver um despertamento popular de que o natural também é belo. A exemplo da foto da influencer Hariany Almeida que ganhou grande repercussão em setembro de 2020, após, devido à falhas na edição, ser postada em uma propaganda com marcas naturais do corpo feminino, de maneira a receber diversos elogios pela desconstrução de uma imagem ideal. À vista disso, nota-se a relevância de maior transparência acerca da realidade das fotografias.
Infere-se, portanto, que é imprescindível a tomada de soluções para findar a questão. Assim, cabe ao Ministro da Educação,em parceria com Ongs interessadas, promover a orientação da população, já que, é necessário romper os parâmetros que ratificam um mal-estar no país. Por meio da criação de campanhas de distribuição de livros, folhetos e cartilhas educativas para os cidadãos. Com o fito de alterar o quadro limitante da pluralidade e diversidade dos atores sociais.