A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 07/10/2020

As redes sociais permitiram a conexão entre pessoas de diversas partes do mundo, a transmissão de mensagens, e, principalmente, a publicação de imagens. Com a popularização das selfies, foram criados os filtros, que adicionam “efeitos especiais” ou fazem correções nas fotos. Porém, apesar de parecerem benéficos, esses filtros também podem prejudicar a autoestima e a saúde mental dos indivíduos e influenciar a realização de cirurgias plásticas, como forma de se encaixar nos padrões de beleza vigentes na sociedade.

Evidentemente, muitos efeitos utilizados em fotos têm o papel de corrigir “imperfeições” do rosto. A nova imagem que é formada influencia jovens e adultos a fazerem cirurgias plásticas para ficarem como nas fotos com filtro. De acordo com uma pesquisa realizada em 2017 pela Academia Americana de Cirurgiões Plásticos, 55% das pessoas fizeram rinoplastias para ficarem mais bonitas nas selfies. Isso prova que, especialmente os jovens, desejam alterar seu corpo para se adequarem ao que é publicado nas redes sociais.

Por conseguinte, sobem o número de casos de doenças mentais, como a ansiedade e a depressão. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2015 e 2018 houve um aumento de 115% do número de atendimentos e internações de jovens por conta da depressão. Essa doença pode ser causada pela baixa autoestima e pelo bullying, por exemplo, que são consequências do desejo incessante de ter uma aparência igual à de pessoas famosas que não mostram como realmente são, e sim uma imagem totalmente editada e irreal.

Assim, como forma de evitar o crescimento de doenças mentais e a realização de procedimentos estéticos sem necessidade, cabe às redes sociais, principalmente Instagram e Snapchat, banirem de seus aplicativos os filtros que alteram fotos. Também deve ser adicionado às escolas um programa para que, com o auxílio de psicólogos, os professores possam ensinar crianças e adolescentes a utilizarem redes sociais de maneira saudável, de modo que aumente a autoestima de cada um. Também é necessário que a sociedade tome consciência de que cada um tem uma própria aparência e, por isso, padrões de beleza não devem ser impostos.