A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 03/10/2020

O filme “Nerve: um jogo sem regras” relata a história da Vee, uma jovem que participa de jovens “onlines” e é impulsionada a praticar desafios perigosos. Nessa lógica, é evidente como o ambiente virtual pode afetar e manipular o crescimento do individuo. De maneira análoga à história fictícia, a manipulação de imagens nas redes sociais e o seu malefício à saúde mental ainda enfrenta entraves no que concerne à perpetuação de esteriótipos corporais, como também à capitalização da insatisfação humana.

Diante desse cenário, é fulcral analisar padronização corporal imposta pela mídia como intensificadora para o processo de negação estética, uma vez que, com a idealização imposição de tais características dos meios de comunicação, os corpos que não apresentem essas especificidades físicas são discriminadas, o que gera o sentimento de não aceitação e revolta, impulsionado com que a população busque mecanismos que auxiliem nessa atividade de assimilação. No entanto, com a busca imediata por determinado encaixe estético, procedimentos agressivos são realizados, como dietas restritivas, contribuindo, assim, para o desgaste físico e psicológico  da vítima. Corroborando essa ideia a modelo Andressa Urach que foi infeccionado após aplicar hidrogel nas pernas com fins estéticos, o que contribuiu para a decorrência de doenças como a depressão, comprovando dessa forma que a vaidade excessiva acarreta danos no próprio corpo.

Outrossim, com o crescimento do sistema capitalista, a manipulação midiática para a vivência de estereótipos corporais ascenderam, pois, com o desejo excessivo  da população de pertencer a certos padrões e a insatisfação com seu corpo, é gerado lucro para as empresas, como salões de beleza e centros estéticos. Nessa seara, a escritora Silva Federal afirma que se não existe domínio sobre o corpo da mulher, não há controle de força de trabalho. Logo a comunidade é induzida a não se satisfazer consigo mesma e a desenvolver doenças mentais, para que a mesma consuma produtos das empresas e contribua monetariamente para os centros de venda.

É necessário, portanto, que a Secretaria de Regulação Publicitaria, como responsável por um pelo funcionamento midiático no Brasil, deve promove programas virtuais de fiscalizações em plataformas sociais, para que anteriormente a postagem de publicações, o conteúdo informativo seja revisado, desclassificando aqueles que apresentem edições corpóreas e distorção de imagens nos corpos dos indivíduos, com o fito de reduzir a propagação de fotografias falsas que contribuam com o atual esteriótipo hodierno. Dessa maneira, a manipulação de imagem nas redes sociais irá decrescer exponencialmente.