A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 05/10/2020
No renascimento, o “padrão de beleza” era ser gordo, pois devido à falta de comida, quem era acima do peso era rico e nobre, logo, para a época, “bonito”. Após um médico afirmar que a gordura excessiva faz mal à saúde, o “padrão” mudou, agora, os magros - quase sem gordura - são os “bonitos”, isso é contado no livro, do filósofo Umberto Eco, A história da feiura.
Devido à globalização, hoje, se vê fotos e vídeos de milhares de usuários, por meio de redes sociais . E esse “ideal” é influenciado ainda mais por filtros de “beleza”, aos quais as pessoas ficam parecendo mais magras e, às vezes, até mudam a tonalidade de sua pele, de acordo com uma matéria do humanista jornalismo e direitos humanos.
Por essas razões, nota-se que esses tipos de filtros influenciam a gordofobia, o racismo e, podem até causar distúrbios alimentares, mentais e o aumento na quantidade de pessoas com depressão. Pois a maioria das pessoas não se sentem encaixadas na sociedade, ao olharem para as fotos com “filtros de beleza”, de acordo com a reportagem citada antes.
Se esses problemas aumentassem, além de crescer o número de pessoas que sofrem algum tipo de preconceito, isso impactaria a saúde pública, como por exemplo, hospitais ficariam lotados de pessoas com distúrbios. Logo, afetaria vários outros setores, como a economia, ao qual seria balançada pelo aumento das compras de remédio e segurança pública ao qual deveriam proteger mais, pessoas de se matarem.
Para impedir que esse cenário - ou que algo pior - aconteça e, resolver os problemas atuais, o governo deveria incentivar as empresas, que fazem propagandas de produtos de beleza, à diversificarem seus atores, colocando pessoas com diferentes tipos de corpos - gordos, magros, altos, baixos… - de modo a que esses tipos de pessoas se sintam mais inclusas na sociedade, como algumas propagandas da Pantene já fazem, em adição com a remoção da palavra “beleza” de tais filtros, que são preconceituosos.