A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 30/01/2021

No mundo atual, a manipulação de imagem nas redes sociais tem estado muito presente, o que afeta diretamente no convívio social e na autoestima dos internautas, principalmente do grupo jovem que tende a ser mais vulnerável a opinião de terceiros, podendo gerar problemas sérios como: bulimia, automutilação, depressão e até mesmo suicídio. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação que tem como causa uma mídia sem interesse pela saúde mental de sua audiência e uma escola ausente e ineficaz.

Primeiramente, é importante destacar que os meios de difusão de informação possuem um importante papel na criação de um modelo a ser seguido e de difícil alcance. Dessa forma, os jovens, que são os mais afetados, se sentem constantemente pressionados para se encaixar nesse padrão. Tal fato, acarreta na manipulação de suas publicações, usando filtros que destorcem as feições, e “photoshop”, o uso desses recursos fazem com que o jovem tenha autoestima cada vez mais afetada. Essa situação pode ser comparada com o estudo feito pelos filósofos Adorno e Horkheimer, que criaram uma teoria sobre tal indústria cultural, a intensa busca pelo consumo e pelo desejo de se encaixar em um mundo contemporâneo, que acarretam em um bem estar que é mascarados pela futilidade e falta de senso crítico. Assim, torna se claro que a imposição de padrões afeta diretamente na manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental.

Ademais, as instituições de ensino possuem um papel essencial na formação da personalidade dos jovens e na maneira como eles veem o mundo. Assim, a ineficácia da escola de demonstrar a diversidade e a falta de incentivo a autoaceitação, prejudicam diretamente no modo com que esse grupo lida com a sua imagem, o que faz com que procurem se esconder atrás de filtros e outros meios de manipulação em suas fotos, o que acarreta muitas vezes em doenças mentais. Tal cenário pode ser associado com o estudo feito pelo teórico Paulo Freire, onde afirma que a educação que temos hoje não é adaptada às diferentes realidades dos estudantes, que é denominada como “educação bancária”. Nesse modelo, ele afirma que as instituições possuem somente o objetivo de serem conteudistas, sem promover a reflexão e o diálogo.

Por conseguinte, a mídia deve promover campanhas que estimulem a inclusão de todos, que mostrem pessoas de diferentes cores, tamanhos e orientação sexual, por meio de cartazes colados em ambientes de grande circulação. Além disso, as escolas devem fornecer um ensino que estimule o autoconhecimento e a solidariedade, para que todos se sintam inclusos e acolhidos. Somente assim a manipulação de imagem nas redes sociais e suas consequências irão diminuir.