A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 07/10/2020
“Zapped” é um filme estadunidense lançado em 2014 que se trata de uma jovem que possui um aplicativo de treinamento de cães em seu celular, e após um acidente, o mesmo aplicativo sofre modificações e ganha a habilidade de controlar os homens.
Controlar a realidade através de aplicativos, tirando o lado fictício da obra, esse filme traz uma crítica que (ainda) se encaixa perfeitamente nos dias atuais. Ademais, no final do filme, a protagonista percebe que ficava obcecada em manipular e controlar tudo com o smartphone, e esquecia de viver a própria vida, de aceitar os próprios defeitos e contratempos que a vida traz. Naturalmente, a jovem é similar a milhares de outros, que passam horas na tela do celular, nas redes sociais como Instagram e Facebook, postando fotos padronizadas de um estilo de vida “perfeito” em busca dos tão esperados “likes” e aprovação de desconhecidos.
De certo, pesquisas no mundo todo já comprovaram que a busca da perfeição na internet, aliada a um uso excessivo das redes sociais, traz problemas sérios a saúde mental de diversas pessoas ao redor do mundo, como por exemplo: falta de atenção, problemas de memória, ansiedade e pensamentos depressivos são os sintomas mais comuns que cidadãos que estão se sobrecarregando com os smartphones sentem.
Portanto, evidente aos fatos que a necessidade constante de postar fotos “profissionais” de modelos, em conjunto com os problemas psicológicos agregados, é de suma importância que as grandes redes sociais tomem atitudes, em prol da saúde de seus tão fieis usuários, isto é, promovendo anúncios que incentivam o amor próprio, tirando filtros de fotos muito similares a cirurgias plásticas, e acrescentando funções que limitem o tempo do indivíduo nos aplicativos. Com essas medidas, usuários do mundo todo construíram, pouco a pouco, uma melhor autoestima, e desapegarão lentamente do uso excessivo das redes sociais, e viverão um dia de cada vez, como no famoso ditado feito pelo poeta romano Horácio: “Carpe Diem”.