A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 06/10/2020

A Constituição Brasileira de 1998, decreta que todas as pessoas são iguais sem distinção de qualquer natureza, assegurando o direito à segurança. No entanto, observa-se no cenário brasileiro justamente o contrário, uma vez que a partir de aplicativos sociais pode ser efetivado alterações no perfil real da pessoa física, manipulando sua imagem verdadeira para o modo fictício. Nesse aspecto, em razão da insuficiência legislativa em razão da má formação midiática emerge o empecilho.

Primeiramente, convém ressaltar que uma causa do problema está atrelada à lacuna de leis. Nesse sentido, Thomas Hobbes define que o Estado surgiu para organizar, administrar e controlar a sociedade. Todavia, no que tange a manipulação de imagens nas redes sociais, observa-se fatores de negligência do poder legislativo ao permitir que esses programas que tem como objetivo modificar o indivíduo, alimente um perfil enganoso e padronizado pelos padrões de beleza. Nesse contexto, desde 2017, redes sociais como o Snapchat, Instagram disponibilizaram filtros faciais, permitindo manipular imagens, acrescentando certos efeitos fosforescentes, surrealistas e de emagrecimento.

Em paralelo, vale salientar que outro motivo para a configuração do problema está relacionada à formatação da mídia. Dessa forma, Pierre Bourdieu defende que aquilo que foi criado para ser instrumento democrático não deve ser convertido em mecanismo de opressão simbólica. Entretanto, no que se refere à questão com a publicidade, demonstrando os aplicativos através do meio tecnológico, observa-se que essa ferramenta serve para influenciar o indivíduo na obtenção do produto, que disponibilizará alterações nas imperfeições do rosto mediante à cirurgia plástica entre outro efeitos que estão incluídos no Facebook, Instagram, viabilizando uma opressão simbólica para que o indivíduo faça parte disso, podendo desencadear problemas emocionais, psicológicos, psíquicos, em virtude da perfeição ilusória.

Portanto, medidas são necessárias para sanar o impasse. Para esse fim, é dever do Governo promover fiscalização dos conteúdos que são disponibilizados pelo play store, juntamente com especialistas que conhecem melhor essas ferramentas modificadoras de fisionomia. Além de criar campanhas, explicando os malefícios e consequências para a saúde mental. Tais fatos podem ocorrer por meio de verbas governamentais e com a divulgação de palestras por intermédio da mídia brasileira, esclarecendo os impactos desses produtos em relação a população, visando conscientizar e alterar o panorama atual em que há ilusão e manipulação.