A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 04/10/2020
No documentário " O dilema das redes sociais" evidencia a forma como a redes sociais mudaram de forma marcante o cotidiano e as relações sociais, uma vez que elas reformularam a estrutura de socialização. Dessa forma, o ambiente digital é ambíguo, já que promoveu melhoras em diversos âmbitos trazendo facilidades e praticidades. Entretanto, de maneira análoga, trouxe sérias consequências para a saúde psíquica e no comportamento dos usuários, pois promovem a perpetuação de um padrão de beleza que compromete a autoestima e a saúde mental dos usuários. Logo, faz-se necessária a análise dessa conjuntura, a fim de mitigar os entraves na manipulação da imagem nas redes sociais.
Em primeira análise, vale destacar o crescente uso de filtros de embelezamento artificial, Para Adorno e Horkheimer, a indústria cultural é a homogeneização de padrões da classe dominante com objetivo de dominar o mercado. Por esse viés a manipulação nas fotos promove a criação de uma imagem do indivíduo ilusória, provocando assim a síndrome da dismorfia do Snapchat, que consiste na busca dos pacientes por procedimentos estéticos que permitam que parecerem cada vez mais com os filtros. Em suma, nota-se que a construção de uma imagem manipulada promove consequências no âmbito psicossocial, pois prejudica a relação de amor, aceitação, crença e emoções do indivíduo com ele mesmo, ou seja, a autoestima.
Além disso, a autoestima é formada pela construção da autoimagem, dessa forma a propagação do ideal de perfeição pelos filtros permitem que as pessoas neguem suas características físicas para adaptar se aos padrões impostos. Segundo o pesquisador Jonathan Haidt, PHD em psicologia social, houve um aumento de 189% dos suicídios entre jovens e adolescentes após a popularização das redes sociais. Logo, é possível afirmar que a manipulação das fotos dos usuários promovem sentimentos negativos para construção da autoimagem, ocasionando na formação de uma perspectiva de mundo, na qual o indivíduo sente se incapaz e inseguro acerca de si mesmo.
Infere-se, portanto que para a redução das consequências desencadeadas pela manipulação das imagens. É necessário que, os presidentes das grandes empresas de redes sociais construa ações éticas com a imagem de seus usuários, por meio do banimento de filtros que idealizam os padrões de beleza. Além disso, é dever das redes sociais promoverem perfis de assistência aos portadores de depressão e ansiedade, com profissionais da área da saúde mental de plantão para conversar e influenciar positivamente essas pessoas, a fim de reduzir a taxa de suicídio ocasionado pelas redes e promover melhor qualidade de acesso aos usuários.