A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 05/10/2020

Em 2013, o Brasil chegou ao primeiro lugar no ranking dos países que mais fazem cirurgias plásticas no mundo. Atualmente, devido a forte crise econômica ocupamos o segundo lugar, perdendo apenas para os Estados Unidos. Desde o início do processo da globalização com amplo uso da internet, os padrões de beleza da sociedade foram se modificando e as diversas influências culturais dos países começaram a se manifestar de forma mais intensa.

A maioria das plataformas e aplicativos de mídia social foram intencionalmente projetados para prender a atenção dos usuários o máximo de tempo possível. O uso excessivo de redes sociais fazem com que aja o surgimento de sintomas de depressão, ansiedade patológica, isolamento social e privação de sono. Na juventude, o excesso de tecnologia faz com que o indivíduo passe a maior parte do tempo interagindo virtualmente, o que afeta o desenvolvimento e faz perder outras experiências sociais importantes.

As mídias sociais estimulam os cuidados com a beleza e a boa qualidade de vida, o que é muito bom para a autoestima e a saúde como um todo. Mas no entanto, as redes, em sua maioria, possuem filtros que aprimoram as imagens, dando um aspecto de “perfeição”. Com efeito, elas acabam sendo responsáveis pela imposição dos padrões de beleza, que por serem utópicos, acabam aumentando a procura por procedimentos estéticos. Por sua vez, os jovens mais habituados à interação virtual tendem a desenvolver maior insegurança em relação à aparência física, principalmente quanto à visão do próprio corpo. E como consequência, a frustração de não alcançar a perfeição aumenta o número de pessoas com a saúde mental afetada.

Portanto,o uso de tecnologias por mais que apresente benefícios, é preciso atenção e cuidados especiais para ajudar aos jovens e adolescentes a superar os impactos negativos desses padrões evitando que mais problemas sobre a saúde mental e física aconteça. As plataformas deveriam publicar avisos advertindo o usuário sobre o uso de programas como photoshop para modificar a imagem para exibir corpos com aparência mais perfeita. A mídia, em parceria com influenciadores digitais, deve promover uma campanha sobre o uso saudável desses aplicativos, por meio de comerciais e posts que mostrem a diferença entre as publicações e a realidade, para esclarecer que nem toda foto condiz com a vida real.