A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 04/10/2020

Quando Zygmunt Bauman disse, parafraseando Descartes, ‘‘Apareço, logo existo’’, ele referiu-se a atual pratica de exposição na internet, muitas vezes manipulando imagens para isso. À medida que o ambiente virtual traz benefícios para a comunicação, eles também se tornam meios de exposição excessiva. Dessa forma, é importante educar os usuários dessas redes sociais, a fim de evitar problemas pessoais.

Cabe ressaltar como a internet é presente na vida dos seus usuários. É comum encontrar pessoas de diferentes faixas etárias com smartphones nas mãos que os utilizam para fins profissionais, acadêmicos e pessoais. Porém, este é o que gera problemas, visto que eles divulgam demasiadas informações na rede e correm o risco de terem informações vazadas por “hackers”. Exemplo disso são as notícias repercutidas nos sites jornalísticos sobre atores famosos que tiveram fotos íntimas e informações divulgadas em toda rede mundial de computadores.

Com o intuito de solucionar problemas causados pela má utilização do ambiente virtual, medidas precisaram ser tomadas, no Brasil. Em 2012 foi criada a lei Carolina Dieckmann com o objetivo de punir condutas indesejadas na internet, depois de imagens íntimas terem sido divulgadas e por existir uma lacuna de punição desse setor. Além disso, como delitos virtuais se tornaram frequentes, clonagem de cartões, cyberbullying, por exemplo, criou-se também uma delegacia especializada em crimes cibernéticos para garantir a investigação e punição desses atos.

Portanto, é evidente que, embora a globalização tenha trazido a internet como meio de troca de informações e comunicação, ela precisa ser fiscalizada devido às demandas atuais. Com a necessidade de guiar os caminhos dos usuários, não só devem-se criar meios de puni-los, mas também de educá-los para que gerações futuras saibam como se comportarem em ambientes virtuais. Logo, instituições de ensino em parceria com as secretarias de educação devem formular práticas pedagógicas, como oficinas, palestras, aulas, de inclusão e educação digital para que cada vez mais eles saibam utilizar esse novo meio de comunicação.