A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 05/10/2020
As redes sociais estão afetando cada vez mais nossas vidas. Pesquisas mostram que em 2018, 70% dos brasileiros tinham algum tipo de acesso à Internet. A tendência é que os números deste ano sejam maiores.
Muitos estudos relacionaram o tempo gasto na Internet com problemas de saúde mental. Depressão, transtornos alimentares e suicídio parecem estar relacionados à vida online, principalmente ao uso de redes sociais. A busca por uma alimentação mais saudável e habilidades para moldar o corpo são os motivos que levam cada vez mais os usuários a se aproximarem, assim como os motivos dos problemas de saúde mental.
A superexposição da rede (social) nos mantém longe do mundo real: apenas mostramos o nosso melhor e há pouco espaço para a dor subjetiva na necessidade de felicidade duradoura. No século 21, estamos sempre sob a visão de câmeras que destroem a intimidade. Isso cria uma sociedade narcisista, mais insegura e cria a falsa ilusão de que os olhos da outra pessoa são necessários para garantir a própria existência.
Para que essa problemática seja resolvida, é necessária a ação conjunta de algumas entidades. É importante que o governo juntamente com as redes sociais elaborem uma campanha acompanhada com um cronograma de anúncios falando sobre a importância da autovalorização da própria imagem, é importante que essa campanha contenha materiais criados por profissionais tais como psicólogos. Unindo forças, objetivo e foco esse problema diminuirá rapidamente. “Quando nos aceitamos pelo que somos, diminuímos nossa fome de poder ou a aceitação dos outros por que nossa intimidade reforça nossa sensação interior de segurança” - Brennan Manning.