A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 05/10/2020
Desde o início da Revolução Digital e a abertura da Era da Informação, a popularidade das redes sociais cresce a todos os anos de forma exponencial. Em paralelo a esse crescimento, estão todas as expectativas pela vida e aparência perfeita divulgadas por esses veículos de informação, que por meio de filtros irreais modificam a imagem pessoal dos indivíduos transformando-os em verdadeiras obras de arte. As “fantasias da beleza” podem trazer graves consequências a vida dos seus assíduos seguidores que buscam mascarar sua real aparência, como problemas de baixa autoestima e ansiedade. Urge, dessa maneira, a necessidade do debate sobre a manipulação de imagens nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental.
Primeiramente, é importante pontuar que as redes sociais são o retrato perfeito do que é abordado na obra “Sociedade do Espetáculo” do sociólogo Guy Debord, onde é destacado que as pessoas buscam impressionar umas as outras com a melhor representação do show de suas vidas. Nesse sentido, os filtros que manipulam a aparência dos seus usuários são a melhor forma de “maquiar” virtualmente vidas irreais que apresentam um falso ideal do padrão de beleza disseminado pela sociedade: pele branca, olhos e bocas grandes, bochechas rosadas… o que pressiona cada vez os indivíduos na busca por esse parâmetro de excelência.
Secundariamente, vale destacar que, muitas pessoas por apresentarem total dependência das “maquiagens virtuais”, tem dificuldades em se apresentar nas suas relações interpessoais por se sentirem inseguros da sua real aparência. Por conta disso, muitos desses indivíduos desenvolvem baixa autoestima, que é a porta de entrada para problemas mais sérios, como ansiedade e a depressão. Segundo o portal Viver Bem, da Uol, os conteúdos apresentados nas redes sociais são as principais causas de ansiedade e baixa autoestima entre jovens e adolescentes que tem as mídias sociais como uma quase inalcançável norma de beleza e imagem a ser seguida, efetivando a tese da influência dos veículos sociais na saúde mental dos seus usuários.
Outrossim, cabe as redes sociais -Instagram, Facebook, Snapchat…- estabelecer normas para controle dos filtros que são apresentados as pessoas que têm acesso a essa mídia -por intermédio de projetos reformadores- com o intuito de mostrar a realidade como ela é, como forma de evitar a construção de um falso ideal dos padrões de beleza. Por outro lado, cabe aos influenciadores digitais (profissionais da web), aproveitar o seu alcance através dos seus números de seguidores e desmistificar o que é construído pelos filtros. Só assim a internet será uma ferramenta ainda mais eficaz na formação individual de cada usuário.