A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 05/10/2020
O padrão estético sempre esteve presente nas sociedades humanas, moldando a mentalidade dos indivíduos e, assim, os diferenciando. Nesse viés, com a ocorrência da Terceira Revolução Industrial, responsável por promover a modernização e ascensão da Internet, novas ferramentas e meios de comunicação surgiram, entre elas, as redes sociais, capazes de influenciar as relações e opiniões de bilhares de pessoas. Dessa forma, houve um crescimento na oferta de informações disponíveis a população mundial, trazendo benefícios incontáveis para a evolução da sociedade. Apesar disso, as redes promovem a propagação de normas e ideias de beleza irreais, e que, muitas vezes, prejudicam psicologicamente e fisicamente os seus usuários.
A pressão social existente entre os jovens para que se encaixem naquilo que é considerado “belo” tomou proporções inimagináveis e alarmantes. Inúmeras crianças e adolescentes, ao usarem as redes sociais, passam a considerar o que veem a forma adequada de serem, desprezando as diferenças existentes entre os indivíduos e se auto depreciando. Ademais, de acordo com o documentário “O dilema das redes”, produzido pela plataforma de streaming Netflix, a procura entre os jovens para a realização de procedimentos estéticos crescera nos últimos anos, sendo considerada uma epidemia. Adicionalmente, a visão perpassada pelas redes exclui diversos grupos sociais, já que, as pessoas a serem seguidas, na maioria das vezes, são brancas, abastardas e ocidentais.
Sabe-se que, a maioria da população jovem, passa a maior parte do seu dia em meio as redes. Como consequências, novas doenças passaram a existir, tendo como origem, o excesso do uso das novas tecnologias. Além disso, houve a intensificação de enfermidades já antes conhecidas, como a depressão, ansiedade e em casos mais extremos, o suicídio. Tais ocorrências estão diretamente relacionadas aos padrões existentes na sociedade contemporânea, pois esses negam a existência da diversidade e atribuem uma visão negativa àqueles que não o seguem, por meio de comentários e mensagem de ódio aos usuários.
Conclui-se que há a necessidade de mudanças. Os administradores das redes sociais tais como: Instagram, Twitter, Snapchat e Facebook, devem implementar regras e um monitoramento maior às publicações feitas em seus meios, e os indivíduos que fazem uso de suas redes. Assim, tem-se como objetivo filtrar os conteúdos acessados e vistos por jovens, visando preservar sua saúde mental e física. O controle dos locais em que ideias desumanas são propagadas, é a base para que, futuramente, as diferenças sejam algo a ser celebrado e não julgado.