A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 06/10/2020

“Black Mirror” é uma série britânica, que em um de seus episódios é retratada a aceitação de padrões de comportamentos na internet pelo indivíduo como uma forma de ser aceito pela sociedade, mesmo discordando desses padrões.  De maneira similar à realidade, nota-se que as redes sociais impõem padrões de beleza por meio da imagem, assim, distorcendo a realidade e afetando a saúde mental de seus usuários.

Mormente, é visível que a distorção de imagens nas redes sociais por meio de efeitos acabam resultando em uma falsa impressão de “perfeição”.  Segundo o Psicólogo Roberto Alves Banaco, “as pessoas optam em postar seus melhores momentos nas redes sociais, e isso faz com que suas vidas pareçam perfeitas”.  Nesse sentido, as pessoas acabam acreditando na “perfeição”, e buscam encaixar-se em padrões que são inalcançáveis.

Em segunda análise, vale ressaltar que toda essa manipulação de imagens nas redes sociais acaba gerando padrões de beleza, e isso pode prejudicar a saúde mental dos usuários.  De acordo com uma pesquisa feita pelo Médico Oncologista Drauzio Varella, o Instagram é a rede social mais nociva à saúde mental, pois está diretamente ligado a autoimagem.  Sobre isso, fica evidente que a imposição de padrões acaba gerando uma série de problemas mentais ligados a autoestima.

Em suma, são necessários meios que desestimulem essa padronização, apreciando mais o real.  Em primeiro plano, as redes sociais como o Instagram  deve restringir filtros que mudam a estética facial, para que  os usuários valorizem mais o real.  É preciso também, que essas plataformas publiquem avisos “pop up” advertindo usuários sobre a manipulação digital em corpos com aparência de perfeitos, e oferecendo ajuda anonimato aos que sofrem de problemas como baixa autoestima. Desse modo, a rede social será um lugar pouco nocivo, com menos efeito e mais realidade.