A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 06/10/2020

Desde o fim da Guerra Fria, o mundo passa pela globalização. Dessa maneira, a dinâmica das relações sociais foi modificada e o globo está cada vez mais conectado, sobretudo através da internet. Nesse contexto, as indústrias da beleza (cosmético e moda) criaram ferramentas nessa nova realidade online que perpetuam um ideal inalcançável de beleza, como, por exemplo, a manipulação de imagens através de efeitos ou maquiagens falsas. Observa-se, portanto, consequências à sociedade como o aumento de problemas psicológicos e doenças mentais.

Em primeiro plano, cabe mencionar a relação das redes sociais com o ser social do século XXI. Nesse âmbito, é válido citar a pesquisa “Global Digital Statshot” de 2019, que constata: mais da metade do mundo está nas redes sociais. Nesse sentido, observa-se uma tendência crescente a se juntar as redes comunicativas, onde os sujeitos estão expostos à artifícios da macroestrutura do capital, cujo objetivo final é incentivar a compra — de maquiagens, cirurgias estéticas etc. Nesse cenário, a instigação à utilização de efeitos ou “photoshop” em fotografias é um exemplo desses mecanismos e, assim, a comparação entre o real e o virtual é incitada, o que gera uma frustração maléfica à autoestima e saúde mental do indivíduo, impulsionando doenças mentais como a depressão.

Em segundo plano, vale ressaltar que o choque entre o real e o virtual pode ocasionar uma busca pelo “padrão ideal de beleza”, o que muitas vezes resulta em problemas físicos e mentais. Nesse âmbito, é válido citar o filme “Anorexia - A Ilusão da Beleza”, onde uma jovem em busca de um protótipo de beleza idealizado quase falece após desenvolver anorexia, originada da baixa autoestima e da comparação. Assim, conclui-se que as redes sociais bombardeiam as pessoas com ideais estéticos irreais, a fim de incentivar o consumo de materiais com o intuito de alcançar esses padrões e, dessa maneira, perenizam estímulos a problemas psicofísicos como anorexia e bulimia, intimamente associados à tentativa de se encaixar no que é imposto pela macroestrutura.

Em síntese, o bem-estar mental da sociedade atual é ameaçado pela crescente manipulação da realidade feita pelas redes sociais. Portanto, é imperativo que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, torne obrigatória a matéria “Sáude e bem-estar” nas escolas, onde será ensinado aos alunos a respeitar e preservar o próprio corpo. Aliado a isso, deve haver palestras escolares mensais com a presença dos pais dos alunos, onde ocorrerá debates sobre a aceitação da aparência física e o amor próprio, além de informar sobre a falsidade das imagens nas redes sociais. Assim, a sociedade ficará ciente da problemática e haverá uma redução nas problemáticas citadas.