A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 06/10/2020

A arte do dinheiro e do photoshop

Com a quarta revolução industrial, os meios de comunicação cyber-físicos e a internet foram introduzidos na sociedade em larga escala, facilitando a comunicação, o acesso à informação e o compartilhamento de arquivos como imagens e Pdf’s. Contudo essa facilidade pode não ser benéfica se for levado em conta a quantidade de coisas de teor falso, inclusive as fotografias.

A palavra “Fotografia” é definida no dicionário como a arte que provêm da criação de imagens por meio da exposição luminosa, contudo, segundo a psicóloga Fernanda Landeiro, com a popularização das redes sociais como Facebook e Instagram, essa expressão artística acabou por perder seu peso artístico e passou a ser uma ferramenta de marketing valiosa, passando por edições no intuído de distorcer a realidade e assim tornar algo mais atrativo para o cliente.

Naturalmente, as edições não se restringem apenas produtos, mas em sua maior parte, ocorre fotos de pessoas reais, no intuito de impulsionar a venda de produtos de beleza e procedimentos  estéticos. Segundo Fernanda, isso gera um ciclo vicioso, onde o consumidor e o algoritmo de determinado aplicativo engajam pessoas “padrão” e assim geram a necessidade de pertencer ao mesmo.

Portanto, devido a edição fotográfica proveniente do marketing para vendas e aos padrões estéticos, o Ministério das Comunicações deve investir em campanhas online de aceitação do próprio corpo e incentivar aplicativos midiáticos a impulsionar publicações voltadas para a realidade e a pessoas fora do padrão estético, assim trazendo mais saúde mental aos usuários das redes sociais.