A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 14/10/2020

É antigo o hábito humano de idealizar e manipular imagens, nas pinturas e esculturas dos povos passados isso já estava presente. No entanto, no mundo contemporâneo, a manipulação de imagens está cada vez mais fantasiosa, nas redes sociais os inúmeros filtros e formas de alterar a imagem estão mais exagerados, o que causa malefícios para a saúde mental de toda a sociedade.

À princípio, a forma como as pessoas utilizam suas redes sociais chama a atenção, visto que vive-se num contexto social de performance e cada postagem se torna muito importante para melhoria desse desempenho. Assim, o uso de filtros ou quaisquer outros artifícios que melhorem a imagem são usados em larga escala. As pessoas estão se acostumando a verem o mesmo estilo de foto e isso está se tornando algo viciante e traz como consequências a padronização e estereotipação da beleza, fazendo o corpo social buscar mais e mais a edição de sua imagem para se sentir bem consigo mesmo.

Além disso, outras consequências negativas e mais preocupantes surgem. O esteriótipo do que significa ser bonito é irreal e tem deixado a maioria das pessoas frustradas, ansiosas e depressivas. Segundo pesquisas recentes, a taxa de suicídio entre adolescentes tem crescido substancialmente desde 2010, o que é fortemente atribuído às redes sociais, devido sua influencia ser tão grande na vida de todos, o que pesa muito mais para os jovens, que possuindo um menor senso crítico, entram nas armadilhas da comparação e da insatisfação com serem quem são.

Em vista disso, a preocupação com esse assunto é válida e precisa de soluções. Inicialmente, as próprias redes sociais devem continuar banindo de seus servidores filtros fantasiosos ou quaisquer outras coisas que possam ser nocivas à saúde mental das pessoas, visando valorizar a apresentação da vida real e não idealizada. Em seguida, famílias e escolas devem instruir crianças e adolescentes por meio de uma educação virtual, para que possam desenvolver maior senso crítico sobre o que consomem e como consomem. Por fim, cada indivíduo deve tomar consciência sobre o quanto tem deixado as redes sociais influenciar sua vida real, para que busquem dosar o tempo que gastam no celular, filtrar o que absorvem e não se deixarem ser controlados pelos excessos do mundo virtual. Dessa forma, o hábito de manipular imagens pode ser amenizado e não causar tantos efeitos negativos na saúde mental da sociedade.