A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 06/10/2020
Redes sociais e autoestima
Para a psicologia, o conceito de autoestima refere-se ao valor e qualidades que um indivíduo dá a si mesmo, e os fatores que podem que podem afetá-la são vários, provocando consequências sérias como problemas emocionais. Junto com a chegada das redes sociais, para a maioria das pessoas também chegou a necessidade de causar uma boa impressão a quem visitasse seus perfis. Por conta disso, as pessoas começaram a usar filtros e efeitos em suas fotos para ficarem como desejavam, mas, mal sabem elas que isso pode afetar suas saúdes mentais.
Por um lado, os filtros estéticos são bons, pois podem provocar uma maior auto aceitação para quem os utiliza, fazendo a pessoa se sentir melhor consigo mesma. Contudo, às vezes, ou até mesmo na maioria das vezes estes efeitos podem prejudicar, por exemplo, quando um indivíduo se vê completamente agradável na Internet, todavia, quando se olha no espelho, vê que não é como é mostrado na tela de seu celular ou computador com os filtros, fazendo sua autoestima baixar drasticamente.
Outrossim, uma pesquisa feita pelo site Buzz Monitor, mostra que na rede social “Instagram”, mais de 95% das fotos postadas no aplicativo, contém algum tipo de modificação causada por efeitos estéticos da própria rede social, o que indica que mais de 1 bilhão de pessoas aparentam ser o que não são, esteticamente falando. Destarte, isso pode não só prejudicá-las a si mesmas, mas também alguém que se interesse por elas por causa da aparência, e, consequentemente, sua insegurança sobre ela mesma aumentaria.
À guisa de conclusão de que nem sempre os filtros de beleza são benéficos, é dever do Ministério da Saúde notificar e conscientizar sobre os malefícios à saúde, tanto mental quanto física, visando o bem-estar da sociedade como um todo, evitando possíveis problemas psicológicos causados por uma autoestima não correspondida.