A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 07/10/2020

Redes sociais e seu lado obscuro

O lado negro das redes sociais está mais visível do que se imagina. A maioria das pessoas ficam horas navegando atrás de informações, querendo saber sobre a vida de alguém, as notícias e as piadas. A internet ganhou popularidade no começo da década de 1990, com sites de pesquisas, troca de mensagens e na inovação.

Com o passar do tempo, o mundo foi se acostumando a conviver 24 horas por dia no mundo virtual, no que ocasiona em pessoas em seu próprio mundo apenas com uma luz em frente ao rosto. De acordo com os internautas, as redes sociais mais propensas a afetar o estado psicológico de adultos, crianças e adolescentes são o Instagram e o Twitter.

No Instagram, que é uma rede onde o foco é postar fotos e a vida particular. Em consequência ocorre a procura pela atenção, perfeição, curtidas e seguidores. A maior parte dos perfis na plataforma, as fotos são artificiais, mulheres e homens com plásticas, modificadas no Photoshop, com legendas de como deve se amar independente da sua aparência. Resultando em grupo frustado, desesperado e deprimido por não conseguir se parecer com influenciadores. No Twitter, que é uma rede social que os usuários compartilham e escrevem suas opiniões, é a mais propensa aos seres a desenvolver problemas psicológicos por causa da liberdade em que se propaga o discurso de ódio, os preconceitos e a cultura do cancelamento. Um lugar onde poderia se expressar e desabafar, portanto, em troca recebe pessoas o julgando, ameaçando e tirando sarro. Quando se comete um erro, automaticamente é “cancelado”. Como no caso de um gamer chamado Bryon Bernstein, o mesmo sofria de depressão, em uma manhã ele pediu a namorada em casamento pelo Twitter. Alguns internautas pressionavam-na a aceitar o pedido e outros acusaram o rapaz de constranger a moça e de ter atitude nojenta, um tempo depois o proprio se suicidou.

Muitas campanhas todos os anos são feitas para a prevenção de ódio nas redes sociais, contudo não resolve muita coisa. O estado fazendo um reforço a lei de crimes cibernéticos (12.737/2012) em termos de aumento de condenação, que hoje é de até 8 anos. Na rapidez nas operações, que duram meses até mesmo anos. As próprias plataformas poderiam filtrar comentários, e tirar do ar informações falsas em conjunto com o usuários para denunciar crimes e violações. Quando se trata da saúde mental é um problema difícil de se enfrentar, mas não impossível. Quando se parar de julgaram como outro se veste ou se parece, aprender a aceitar a opinião sem transformar em um circo de ofensas, esse problema será reduzido.