A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 14/10/2020

De acordo com uma matéria publicada no site Correio Braziliense, 40% das fotos divulgadas nas redes sociais são manipuladas e dificilmente são detectada pelas pessoas. Nesse sentido, a fixação por uma aparência computadorizada e irreal pode representar riscos físicos e psicológicos às gerações que são nativas da tecnologia. Nesse aspecto, indubitavelmente, tal conjuntura advém da pressão estética, além da estagnação social. Portanto, é de suma importância que algo seja feito com urgência para sanar este imbróglio.

A princípio, a geração do milênio está tentando reproduzir as perfeições da beleza física das redes virtuais na vida real. Diante disso, segundo um estudo divulgado pela Academia Americana de Cirurgia Plástica, 49% dos pacientes buscam por tratamentos que os deixem idênticos as suas selfies com filtros do Instagram e Snapchat. Nesse contexto, infelizmente, o abuso da manipulação de fotos podem trazer insegurança e desconforto com a imagem real do indivíduo, contribuindo para que ele se sujeiteite a procedimentos, que muitas das vezes são irreversíveis, e com um alto risco a saúde física e mental, haja vista que pode ocorrer crises de identidade  e complicações após as intervenções.

Outrossim, o silenciamento e a banalização do ‘‘photoshop’’ é um fator determinante para a  permanência deste problema  na sociedade. Sob esse viés, para o filósofo Michel Foucault, em seu livro ‘‘Vigiar e Punir’’, a normalização social, é um processo pelo qual as ideias e comportamentos considerado anormais pelas normas sociais passam a ser normalizadas. Dessa forma, na hodiernidade, percebe-se uma omissão no que se reflete às discussões acerca da manipulação de imagens nas redes sociais, de forma em que esse tipo de atitude, que infelizmente é maléfica ao ser humano, continue a ocorrer com frequência na sociedade sem que haja um ponderamento entre o certo e errado.

Diante dos argumentos supracitados, faz-se mister que algo precisa ser feito para amenizar a  questão. Sendo assim, cabe aos influenciadores digitais, por meio de apoio de órgãos midiáticos e as próprias redes sociais, realizar campanhas de autoaceitação e normalizar as publicações ‘‘sem filtro’’, com o intuito de exemplificar os corpos comuns e ‘‘imperfeitos’’, impactando positivamente na saúde mental e autoestima dos usuários. Sobretudo, é necessário que o Ministério da Educação e Cultura, viabilize projetos socioeducativos, como palestras em escolas, afim de alertar os jovens sobre a nocividade da aparência inexistente que são propostas pelos aplicativos de edição de fotos e redes sociais. Deste modo,  o fito de tal ação é capacitar os individuos desde a juventude a serem críticos e criteriosos a respeito da imagem que querem passar e em como isso pode impactar na sociedade.