A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 07/10/2020
Desde 2017, redes sociais como o Snapchat e o Instagram disponibilizam filtros faciais e permitem manipular imagens acrescentando certos efeitos como a implantação de focinhos de cachorro, efeitos fosforescentes, metálicos ou surrealistas.
Certamente, o recurso é muito interessante quando pensamos que nos permitiria experimentar versões de nós mesmos, mas ele pode alimentar certas disposições problemáticas, presentes em todos nós, ainda que mais agudas para alguns, particularmente em certas situações de vida.
Assim, tais programas de maquiagem digital exploram determinados padrões de beleza. Filtros como o Fix Me e Plastic chegaram a ser retirados pelo Instagram porque eles impunham uma versão excessivamente plástica, tendente a padrões de beleza por branqueamento, por exemplo.
Portanto, felizmente não é a primeira vez que teríamos tomado esta via, e nem por isso nos tornamos piores ou melhores. Os moralistas franceses do século 17 como La Rochefoucauld , La Fontaine ou La Bruyère, assim como os puritanos escoceses do século 18, como Hume e Adam Smith, ou ainda Mandeville, já nos advertiam dos perigos do amor próprio e das virtudes do egoísmo.