A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 07/10/2020
Desde a década de 90, com a origem da internet e com os aprimoramentos das tecnologias da informação, surge as redes sociais que compartilha informações através de postagens e fotos. Por certo, o efeito foi tanto que é considerado o surgimento de uma nova mídia, passando a atrair vários interesses da sociedade. Assim, com sua alta demanda e interesse desenvolveram-se aplicativos de filtros de imagens, que antes era somente feito pelos profissionais, agora, permitem que pessoas editem suas próprias fotos, alterando suas formas e estilos. Logo, se obtêm imagens de fotos que se deseje ou idealize. Dessa forma, é necessária uma discussão dos males que a manipulação de imagem nos aplicativos de fotos nas redes sociais podem trazer para saúde mental.
Certamente, as redes sociais trouxeram ao mundo grandes transformações: as pessoas passaram a se conectar uma com as outras através de suas mãos e permitiu uma comunicação por quilômetros de distância em tempo real, a compartilhar momentos especiais, informar-se de notícias importantes, e auto expressar. Entretanto, conforme artigo publicado em Jornal Brasileiro de Psiquiatria, as mídias sociais, com seus filtros de imagens, podem reforçar a padrões de beleza vigentes, trazendo impactos negativos na imagem corporal, e causar insatisfações pessoais. Assim, os aplicativos de filtros de fotos tornam-se ferramentas manipuladoras, sendo mais importante do que os próprios interesses.
Além disso, podem também causar sentimentos de inadequação, depressão e de ansiedade, devido à busca de padrões ideais de beleza, que não passam de ilusões, estão aplicados em filtros, se tornando determinantes na vida. Como, por exemplo, é o caso de filtros de bocas carnudas que os aplicativos disponibilizam. De acordo com Censo de 2016 da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a busca por procedimento estético cresceu 390% no Brasil, e o preenchimento labial é a intervenção mais buscada. Portanto, é necessário evitar a fixação de comparação de imagens computadorizadas dos aplicativos de filtros por expectativas reais, de como a realidade é diferente da perfeição de computadores.
Destarte, evidencia-se a necessidade de fornecer ferramentas e informações para as pessoas de como os aplicativos das redes sociais podem manipular e trazer consequências psicológicas. Cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação e o Ministério da Saúde, por meio de campanhas educativas na televisão e aplicativos de mídias sociais, com os especialistas em psicologia, realizarem divulgação das informações sobre o uso de redes sociais e os filtros de imagens para que as pessoas se conscientizem de seus impactos na saúde mental, que são imagens computadorizadas e não reais .