A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 07/10/2020
As evoluções tecnológicas dos últimos anos proporcionaram aos seres humanos a integração através do ambiente virtual, com as redes sociais. Esta, assim como todas as formas de interação humana, possui seus aspectos negativos, como por exemplo, o exibicionismo e a padronização da beleza estética.
Nas redes sociais, um indivíduo pode modelar seu perfil de acordo com o que ele gostaria de ser. Não existe uma regra que exija que os usuários publiquem somente aquilo que condiz com a sua realidade. Desse modo, a imagem que uma pessoa transparece nas redes sociais, muitas vezes é considerada mais valiosa em comparação ao que ela é na vida real. E, por isso, existe tanta obsessão por estar dentro dos padrões estéticos e por ganhar “likes”.
Com os avanços tecnológicos, a manipulação de imagem tornou-se algo mais simples. Até mesmo pessoas leigas em computação podem transformar suas fotografias, utilizando de filtros e aplicativos que podem ser baixados no celular. Assim, antes de postar a foto, o internauta pode fazer diversas alterações: na cor do olho, cor do cabelo, maquiagem, cintura, músculos, e muitas outras coisas. É como uma porta que se abre e mostra várias possibilidades.
A sociedade é muito exigente com padrões de beleza, e quem não se adequa a eles pode acabar com problemas de auto estima. É claro que existem aqueles que utilizam de filtros só para se divertir. O problema é quando a pessoa só consegue se aceitar após editar a imagem. É como fazer uma plástica todas as vezes que se vai postar uma foto, só que sem precisar passar por cirurgia.
No que diz respeito a resolução desse problema, as redes sociais podem criar campanhas para seus usuários não aderirem aos filtros, e postarem fotos naturais, como forma de incentivar a autoestima e a aceitação. Tais campanhas, poderão ser aderidas por influenciadores digitais, para ganharem mais força.