A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 07/10/2020
Em 1969, Robert Kahn e Vint Cerf desenvolveram a internet. Décadas depois, esse novo meio de comunicação tem a capacidade de conectar pessoas que estão distantes e compartilhar informações com muita rapidez, o que faz com que seja um meio que se adeque aos dias atuais e à necessidade de rapidez da realização de tarefas.
No entanto, ao mesmo tempo, a internet criou e continua criando milhares de dependentes patológicos de seu uso, o que a torna um problema na sociedade contemporânea. Em 2012, uma das maiores redes sociais do mundo, o Instagram passou a operar na web. O que no início era uma relação distante e mais parecida com uma galeria de fotos, hoje passou a ser um dos grandes canais de comunicação entre seus usuários, segundo Mark Zuckerberg. As pessoas estão conectadas em casa, em bares com amigos e até mesmo no trânsito, seja no carro ou no metrô. A consequência dessa necessidade de acessar as redes resulta no distanciamento das pessoas com aqueles que estão ao seu redor.
O vício em internet tem aumentado, também, a falta de atenção das pessoas para coisas corriqueiras do dia a dia. Adolescentes têm dificuldades de concentração devido aos seus smartphones recorrentemente conectados à internet. Em 2017, a dislexia já atingia cerca de 17% da população mundial, de acordo com estudos do site UOL, e uma das causas para tal fato, foi a facilidade oferecida em smartphones sobre informação e conectividade. Por isso, atividades comuns como assistir um filme, trabalhar e até mesmo ler e estudar, têm se tornado cada vez mais difíceis de serem realizadas com total atenção por jovens e adolescentes.
Dessa forma, a dependência de internet causa riscos muito altos para a sociedade. Por isso, é preciso que exista um meio que orientar e reverter os hábitos da população no que diz respeito à sua relação com as redes sociais e a internet para voltar a aproximar aqueles que estão perto um do outro e melhorar a qualidade de vida daqueles que são dependentes dessa tecnologia. Pois, como evidencia Albert Einstein “se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade”.