A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 08/10/2020

O Transtorno de Dismorfia Corporal (TDC) é, segundo o Manual Diagnósticos e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), uma doença mental que retrata uma preocupação excessiva em torno de um “defeito”, em outras palavras, uma pessoa que considera, por exemplo, ter um nariz grosso como defeito, pensará obsessivamente em maneiras de afiná-lo. Desse modo, deve-se pensar em maneiras de diminuir as taxas de ocorrência desse transtorno, o qual cresce cada vez mais por irresponsabilidade das redes sociais.

Nos dias atuais, oriundo do TDC, desabrocha o fenomêno “Dismorfia do Snapchat”, o qual possui características do TDC, porém é causado pelos efeitos nos aplicativos do Snapchat e do Instagram, nem é classificado como transtorno, tal qual é o TDC. Como resultado dos efeitos que alteram o formato e tamanho do nariz, boca, olhos, dentre outros, houve um aumento significativo de jovens procurando por cirurgias plásticas: de acordo com a pesquisa realizada, em 2017, pela “Academia Americana de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva Facial”, 55% dos cirurgiões relataram ter visto pacientes que queriam alterar sua aparência para melhorar as selfies, com o intuito de aparentar “exatamente igual aos filtros” das redes socias.

Ainda, é importante ressaltar o impacto que a manipulação da imagem nas redes sociais provoca na saúde mental, visto que, de acordo com o apuramento elaborado pelo “Boston Medical Center”, os efeitos que padronizam a beleza estão influenciando mais do que as capas de revistas, acarretando transtornos como depressão, ansiedade e isolamento social nas vítimas.

Logo, verifica-se que é preciso dizimar os efeitos presentes nas redes sociais. Assim, é dever da Organização Mundial da Saúde convocar um congresso global, a fim de criar um protocolo que preze pela saúde mental dos jovens atingidos por esse fenomÊno. A partir disso, espera-se celebrar o diferente e diminuir a taxa de TDC no mundo.