A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 08/10/2020

Com o aperfeiçoamento dos aparelhos celulares e com o barateamento da internet banda larga, as redes sociais tornaram-se um fenômeno de popularidade. Hoje, o Facebook, por exemplo, já conta com quase com dois bilhões e meio de usuários. Isso se deve ao encurtamento da distância entre pessoas e à facilidade de reunião de grupos com interesses semelhantes. Contudo, as redes sociais interferem negativamente na saúde mental de seus usuários, pois estimulam a falsificação da realidade ali exposta e, com seus algoritmos, criam comportamentos compulsivos.

De início, vale ressaltar que as redes sociais favorecem o recorte da realidade em fragmentos manipulados que dão a entender que uma vida perfeita é possível. Esse fato pode ser verificado pela recente decisão da empresa Istagram em banir da plataforma as curtidas, já que a quantidade de interações suscitava competição excessiva entre usuários. Sem o mecanismo de quantificação de interações, os internautas sentem-se menos pressionados a imitarem um estilo de vida ideal e irreal.

Além disso, os algoritmos de personalização da plataforma, conforme revela o documentário “O Dilema das Redes”, trabalha com o intuito de manter a atenção do usuário nas redes que participa e com isso maximizar as vendas compulsivas e criar desejos fúteis de consumo. Assim, pessoas já fragilizadas emocionalmente ou crianças são as presas mais fáceis da manipulação perpetrada pelo uso dos dados fornecidos às redes sociais, uma vez que não possuem mecanismos de defesa contra o assédio dos algoritmos.

Portanto, para que a problemática seja minorada é mister que sejam abrandados os sistemas de quantificação de interações. Para tanto, as próprias redes sociais devem adotar medidas de retirada gradativa do sistema de “likes”. Destarte, os próprios usuários terão maior interesse no conteúdo pela sua qualidade e não pelo número de interações que obtêm. Com isso, as plataformas de relacionamento virtual serão menos tóxicas à saúde mental de seus participantes.