A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 08/10/2020

A Constituição do Brasil menciona, no artigo sexto, que a saúde é um direito universal. Percebe-se, entretanto, que não existe a plena concretização dessa garantia, principalmente no que concerne à relevância dada a questões como os malefícios da manipulação de imagens em redes sociais à saúde mental. Nesse contexto, a situação se agrava não só por desconhecimento da população, mas também por inércia estatal.

Em primeira análise, vê-se que a relação entre manipulação de imagens e saúde mental nem sempre é evidente. Nesse sentido, segundo o portal G1, mais da metade do público entrevistado não considera filtros em fotos prejudiciais à autoestima e isso, por consequência, pode estimular (mesmo que inconscientemente) a busca por procedimentos estéticos, além de gerar insatisfação com a própria aparência - já que esses filtros criam padrões de beleza quase inatingíveis. Sob essa ótica, é urgente tomar providências, como palestras em escolas e em empresas, com o fito de demonstrar a necessidade do uso adequado da edição de imagens e, dessa forma, evitar possíveis distorções de ordem psicológica.

Ademais, enfrenta-se, por vezes, certa letargia do Estado. Nesse cenário, o filósofo Thomas Hobbes afirmava que é dever do Estado garantir a saúde e isso, hodiernamente, precisa se refletir na promoção da saúde mental e no tratamento de distúrbios de imagem, a serem oferecidos de forma gratuita pelo SUS, a fim de evitar possíveis danos psicológicos decorrentes do excesso de edições fotográficas. Sob esse prisma, não investir em saúde mental vai de encontro à proposta de Hobbes, uma vez que evidencia a displicência estatal em lidar com a problemática.

Infere-se, portanto, que a manipulação de imagens em redes sociais pode não ser saudável. Nessa conjuntura, cabe ao governo federal minimizar os danos dessa prática, por meio da oferta de palestras à população e da disponibilidade de tratamento psicológico gratuito, com o auxílio de governantes locais. Espera-se, com isso, promover a saúde mental em consonância com os direitos universais previstos na Carta Magna.