A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 08/10/2020
As redes sociais e até mesmo o surgimento de blogs e páginas de moda vieram para substituir de maneira radical as tão admiradas revistas e jornais, de forma que é possível consumir diversos tipos de conteúdo com maior facilidade. Porém, da mesma forma que a internet facilita a divulgação destes assuntos, é ainda mais fácil que os mesmos sejam interpretados da forma que não se esperava. E com essa distorção de realidade, questões como saúde mental e física são prejudicados gravemente, com apenas omissões a uma perfeição inalcançável.
Em vista de que, com tanta divulgação e anúncios sobre perfis de pessoas “perfeitas”, o mundo real e o virtual tenham se tornado muito incoerentes. E é interessante notar que a própria diversidade não é presente, em que pouco é citado sobre as diferentes formas de se enxergar a “beleza”, por exemplo, pessoas negras e mulheres com traços “não femininos” (como pelos no corpo, espinhas e diversos), o que pode se dizer que é um reflexo de uma sociedade machista e racista. O que gera insegurança sobre um todo, já que não há nenhuma identificação ou semelhança com o concreto, e devido à falta de inclusão nas propagandas e afins.
Observa-se também que a forma como esses dois mundos esteja se dividindo com o passar do tempo está se tornando preocupante, de maneira que o número de curtidas fale muito mais alto do que a própria realidade, e até mesmo com a do próximo. A imagem construída em uma foto publicada e a forma como outras pessoas irão se enxergar perante o espelho deveria ser mais questionada e comentada. Importante notar que, com as manipulações feitas nos conteúdos postados, não apenas o que estão acompanhando o autor das fotografias em questão, mas a própria pessoa que edita será prejudicada futuramente, de forma que ela acredite que tenha de recorrer a procedimentos estéticos para entrar no padrão, adquira problemas em relação a própria imagem e até distúrbios alimentares e doenças mentais, como depressão, ansiedade, bulimia, etc.
Uma solução simples seria de que houvesse menos problematizações sobre a forma como é visto o “belo”, pois é um assunto muito relativo. Além de incluir nas propagandas pessoas da vida real, mostrando que há variados tipos de beleza, e as pessoas não deveriam se preocupar em se parecer como outras. E por fim, poderia ser incentivado que indivíduos que trabalhem com um público e com esse tipo de temática, a sinceridade sobre o natural e o “plastificado”, por exemplo, que tipos de procedimentos fez para ter a aparência atual, cuidados que toma em relação a alimentação e ao bem estar físico, entre outros.