A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental
Enviada em 12/10/2020
Redes sociais um meio de descaracterização própria
Desde o surgimento da Indústria Cultural ou de Massa, foi-se necessário a criação de meios que articulassem esta nova cultura universal, assim como o surgimento de padrões pré-estabelecidos, sendo estes disseminados através dos meios midiáticos, os quais destacam-se na contemporaneidade por serem as redes sociais. Criando sobre tudo padrões estéticos que vinculam-se a imagem definida do “belo”, afetando também a saúde mental de muitos usuários destas redes.
A problematização deste assunto está amplamente ligada aos grupos de jovens de uma sociedade - especificamente entre as idades de 14 a 17 anos - ou seja afetando de forma impactante à mentalidade destes indivíduos. Sendo estas geralmente relacionadas à manipulação de filtros de imagem, presentes em redes sociais, as quais em alguns casos mudam quase que por completo a feição de seu usuário, assim criando uma descaracterização de sua imagem, fazendo com que este não se identifique com sua própria aparência.
Outro aspecto ligado a esta temática é a Indústria Cultural, a qual é a grande responsável pela manipulação dos meios midiáticos - os quais segundo filósofos da escola de Frankfurt - visão sobretudo a pré-moldagem dos indivíduos, fazendo com que estes venham a realizar um consumo desenfreado, o qual em muitas vezes relaciona-se ao melhoramento da imagem estética destes, associando-as com pessoas que se encaixam perfeitamente nestes padrões.
A principal consequência desta ação reflete-se no próprio jovem, o qual se torna vítima, assim gerando conturbações mentais as quais em muitos casos geram a depressão, na qual é causada através de uma frustração, além de ansiedades e até mesmo em casos extremos levando este ao suicídio.
A despeito deste conclui-se que a prática de manipulação da imagem de forma acentuada é extremamente danosa aos indivíduos, pois em muitas situações comprometem a saúde mental destes.
Sendo essencial para se evitar esta problemática a participação dos pais e mestres no diálogo a respeito desta temática, assim proporcionando que ambos grupos possam colaborar uns com os outras em pró do “bem-estar” pleno destes jovens, além da fiscalização pelos órgãos competentes aos canais midiáticos - neste caso específico as redes sociais.