A manipulação de imagem nas redes sociais e seus malefícios à saúde mental

Enviada em 11/10/2020

A questão estética na modernidade, com efeito, transformou-se em algo sagrado para os indivíduos, principalmente nas sociedades em que há o uso das redes sociais. Todavia, a classificação do que é “belo” não abrange todo o conjunto de pessoas. Isso fez com que algumas delas, que supostamente não possuem essa “beleza”, usassem filtros, embutidos nas mídias sociais, para, disfarçadamente, tornarem-se “belas” também. A verdade é que, inevitavelmente, isso trará frustrações, isto é, malefícios à saúde mental.

De início, vale ressaltar que, no mundo contemporâneo, a valorização excessiva das aparências, de fato, minimizou a importância individual da autoaceitação. Nesse sentido, houve uma enganosa definição de beleza, porque, infelizmente, criou-se uma ilusão de que as pessoas magras e claras são mais atraentes e interessantes do que as demais. Além disso, o advento das redes sociais, como o Instagram, potencializou essa tragédia estética, pois, por meio de recursos digitais, como o filtro “Plastic”, os usuários conseguem manipular suas imagens postadas nesses espaços. Dessa maneira, de modo utópico, esses indivíduos, que não se enquadram nos padrões de beleza definidos pela sociedade, tentam se adequar a tal padronização, o que gera a rejeição da própria fisionomia, da própria identidade, ou seja, de si mesmos.

Evidentemente, em decorrência disso, tal manipulação de imagens nas mídias sociais irá ocasionar sérios riscos para o equilíbrio psicológico e emocional das vítimas desse triste fenômeno social. Conforme o sociólogo Émile Durkheim, o ato do suicídio é fruto do não enquadramento dos indivíduos a certa imposição de padrões feitos pela sociedade. Desse modo, por não cederem a essa injusta pressão, eles tiram suas próprias vidas. Nessa lógica, muitos usuários das redes sociais correm perigo de cometer suicídio, já que, em consequência da não autoaceitação, resultado da vaidade tóxica presente nesses ambientes virtuais, eles são, paulatinamente, fragilizados mentalmente. Dessa forma, no caso brasileiro, o país pode vivenciar um cenário caótico de ondas de suicídio, principalmente por causa de alterações de fotos publicadas nas plataformas sociais e digitais.

Diante do exposto, para evitar tal catástrofe no Brasil, é dever do Ministério da Justiça, por meio de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), proibir por lei o funcionamento de todas as aplicações das redes sociais que promovam a manipulação de imagens pessoais, como já aconteceu com o banimento dos filtros Fix Me e Plastic, visto que são prejudiciais para a saúde mental de grande parte dos usuários. Assim, cada pessoa apreciará a sua própria beelza, sem a interferência externa, o que irá contribuir para uma nação composta de cidadãos sadios e de bem consigo mesmos.